O regime militar no Brasil, que se manteve no poder no país
de 1964 a 1985, buscava vigiar e controlar o espaço público e todo o enunciado
político contra a ditadura, buscava-se desmobilizar a sociedade para manter o
regime. Nos veículos de comunicação em massa havia mensagens políticas de
resistência, assim aconteceu com a música brasileira, principalmente para
driblar a censura que ocorria sobre as composições musicais.
Nos documentos da DOPS, uma das instituições que mais
perseguiam os artistas, havia uma produção constante de suspeitas que seguiam
critérios improvisados de perseguição; bastasse o artista participar de eventos
estudantis, festivais, regravar artistas perseguidos, citar nomes políticos,
entre outros fatores, para que o artista fosse perseguido.
Qualquer composição musical ou declaração que chocasse a
“normalidade” política da ditadura era registrado como suspeito.
Classificava-se grupo de atuação comunista aqueles que eram formados por
Francisco Buarque de Holanda, Edu Lobo, Nara Leão, Geraldo Vandré, Gilberto
Gil, Caetano Veloso, Marilda Medalha, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento,
entre outros.
Na década de 70, Chico Buarque passou a ser considerado
inimigo número 1 do regime, seguido por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton,
Gonzaguinha e Ivan Lins. Elis Regina passou a fazer parte da lista ao gravar o
hino da anistia, a música “O bêbado e a equilibrista”.
Além de espaços sociais serem suspeitos, a atividade
artística era considerada suspeita e subversiva. Os departamentos de investigação
visaram defender a ordem política da época e manter os grupos familiares e seus
devidos laços morais. Mas como cantava Caetano Veloso : “é proibido proibir”.
ootimoooooooo !!!!!!!!
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