- A MPB e o DOPS
Filme: Cobra-cega Direção: Toni Venturi.
- Redemocratização: " Diretas Já ! "
Documentário : Três irmãos de sengue. Direção : Ângela Patrícia Reiniger.
- A questão agrária na nova república
Documentário : O Sonho de Rose - 10 anos depois Direção : Tetê Moraes
O Neoliberalismo no Brasil
Documentário : a Corporação ( The corporation ). Direção: Mark Achbar e Jennifer Abbott.
domingo, 2 de dezembro de 2012
O Neoliberalismo no Brasil
O Neoliberalismo é uma releitura do Liberalismo Clássico.
Embora o termo tenha sido cunhado em 1938 pelo sociólogo e
economista alemão Alexander Rüstow, o Neoliberalismo só ganharia efetiva
aplicabilidade e reconhecimento na segunda metade do século XX, especialmente a
partir da década de 1980. Nesta época, houve um grande crescimento da
concorrência comercial, muito em função da supremacia que o capitalismo
demonstrava conquistar sobre o sistema socialista. Mesmo ainda no decorrer da
Guerra Fria, as características do conflito já eram muito diferenciadas das
existentes nos anos imediatamente posteriores ao fim da Segunda Guerra Mundial.
A União Soviética já havia se afundado em uma grave crise que apontava para o
seu fim inevitável. Enquanto isso, o capitalismo consolidava-se como sistema
superior e desfrutava de maior liberdade para determinar as regras do jogo
econômico.
O crescimento comercial foi notório e, para enfrentar a
concorrência, medidas foram tomadas no Reino Unido e nos Estados Unidos. As
principais características dessas medidas foram a redução dos investimentos na
área social, ou seja, no que se refere à educação, saúde e previdência social.
Ao mesmo tempo, adotou-se como prática também a privatização das empresas
estatais, o que se aliou a uma perde de poder dos sindicatos. Passou-se a
defender um modelo no qual o Estado não deveria intervir em nada na economia,
deixando-a funcionar livremente. Ou seja, considerando-se as características do
novo momento, uma releitura da forma clássica do Liberalismo.
O Neoliberalismo ganharia força e visibilidade com o
Consenso de Washington, em 1989. Na ocasião, a líder do Reino Unido, Margareth
Thatcher, e o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, propuseram os
procedimentos do Neoliberalismo para todos os países, destacando que os
investimentos nas áreas sociais deveriam ser direcionados para as empresas.
Esta prática, segundo eles, seria fundamental para movimentar a economia e,
consequentemente, gerar melhores empregos e melhores salários. Houve ainda uma
série de recomendações especialmente dedicadas aos países pobres, as quais
reuniam: a redução de gastos governamentais, a diminuição dos impostos, a
abertura econômica para importações, a liberação para entrada do capital
estrangeiro, privatização e desregulamentação da economia.
O objetivo do Consenso de Washington foi, em certa medida,
alcançado com sucesso, pois vários países adotaram as proposições feitas. Só
que muitos países não tinham condições de arcar com algumas delas, o que gerou
uma grande demanda de empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Logo,
criava-se todo um sistema de privilégios para os países desenvolvidos, pois as
medidas neoliberais eram implementadas sob o monitoramento do FMI e toda essa
abertura econômica favorecia claramente aos países ricos, capazes de comprar as
empresas estatais e de investir dinheiro em outros mercados. Por outro lado, o
argumento de defesa do Neoliberalismo diz que a abertura econômica é benéfica
porque força à modernização das empresas. Entretanto, é preciso lembrar que
muitas dessas empresas não tinham condições de se modernizar com tamanha
rapidez e com tanto investimento, o que resultou em muitos empréstimos,
incapacidade de pagamento, dívidas em crescimento, falência e, por sim,
desemprego.
No Brasil, o Neoliberalismo foi adotado abertamente nos dois
governos consecutivos do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em seus dois
mandatos presidenciais houve várias privatizações de empresas estatais. Muito
do dinheiro arrecadado foi usado para manter a cotação da nova moeda
brasileira, o Real, equivalente a do dólar. Assim, o Brasil passou pelo mesmo
processo de venda de estatais, falências e desemprego.

A questão agrária na nova república

Reforma Agrária não é mera redistribuição de terras.
Trata-se de um processo amplo de mudanças que passa pelo campo político,
social, técnico e econômico.
Essencialmente visa a transferir a propriedade da terra de
minorias latifundiárias para pequenos agricultores e trabalhadores agrícolas,
objetivando o alcance de uma igualdade social maior, de melhor distribuição do
poder político e de melhorias de ordem econômica.
Abolicionismo e Reforma Agrária
Segundo o historiador e geógrafo Manoel Correia de Andrade,
o movimento político-social em prol das campanhas abolicionista e pela reforma
agrária, apesar de separados por um século de distância, guardam entre si a
mesma causa remota:
surgiram em conseqüência da conquista do território
brasileiro pelos portugueses, do sistema de posse e uso da terra imposto à
população indígena que habitava o vasto território e aos grandes contingentes
de negros trazidos da África para possibilitar o desenvolvimento das grandes
plantações.
Os portugueses procuraram desenvolver uma agricultura
destinada à produção de alimentos e matérias-primas tropicais, necessários ao
mercado europeu, bem como organizar a exploração de minérios.
Por meio do sistema implantado, terras foram doadas a
colonizadores, que deveriam utilizar grande número de escravos (indígenas e/ou
africanos), para produção das mercadorias de interesse do mercado colonial.
Para controlar o acesso à propriedade da terra, dizimaram os grupos contrários
à escravidão e dominaram a população pelo uso da força.
Formou-se, então, uma sociedade sem liberdade, em sua
maioria, em que a grande concentração fundiária impossibilitava que as pessoas
pobres, mas livres, tivessem acesso a terra para o seu cultivo.
Durou três séculos a exploração colonial e escravagista. No
século XIX, iniciam-se as manifestações pela libertação dos escravos.
A reação dos negros e das elites que entendiam que mudanças
de ordem social eram necessárias para assegurar o desenvolvimento do Brasil
redundou na abolição da escravidão, por meio de etapas sucessivas.
Com a Lei Áurea (13-5-1988), cessava definitivamente a
escravidão, mas não resolvia a situação dos escravos. Leis complementares
propostas por abolicionistas, visando à criação de colônias agrícolas para os
libertos, a desapropriação de terras não exploradas e o desenvolvimento da
agricultura, não foram assinadas.
A República e a terra
Com a abolição da escravatura, a República, que sucedeu à
monarquia, procurou substituir os escravos por colonos europeus, especialmente
onde se dava a expansão de culturas de exportação, como a do café. Restava aos
negros e mulatos trabalhar em sistema de parceria (em que o pequeno produtor
pagava a renda da terra com grande parte de sua produção agrícola ou em
dinheiro), ou desenvolver culturas de subsistência para os grandes
proprietários.
A enorme dimensão do território brasileiro, aliada à pequena
concentração de população, contribuiu para o surgimento dos grandes
latifúndios, que expandiam seus domínios forçando a venda das pequenas
propriedades, ou mesmo expulsando seus donos do local onde viviam.
Nas áreas mais importantes, onde se cultivava produtos de
exportação (café, açúcar, cacau), foram adotadas relações de trabalho, tornando
o trabalhador em assalariado. Nas menos dinâmicas, de muita terra e pouca
mão-de-obra, surgiram outras formas de relação (arrendamento de pequenos
sítios, a parceria e a concessão de terras pela troca de produção).
A República retardou as medidas agrárias que vinham sendo
defendidas por grupos políticos. Surgiam no país formas de exploração dos
trabalhadores agrícolas (ex-escravos, na maioria).
Reações e primeiras mudanças
As revoltas surgidas foram sempre destruídas com violência
pelos governos ligados aos grupos dominantes. A revolução de 1930 contribuiu
para a quebra do sistema dominante das oligarquias. Passaram a fazer parte das
lutas políticas novas parcelas da população brasileira: a classe média e o
operariado industrial urbano.
A Constituição de 1934 trazia avanços:
a) garantia a desapropriação por necessidade ou utilidade
pública, mediante prévia e justa indenização;
b) determinava que o trabalho agrícola fosse regulamentado,
procurando fixar o homem no campo;
c) previa a organização de colônias agrícolas;
d) consagrava o usucapião;
e) obrigava as empresas agrícolas, localizadas longe dos
centros escolares, a manter escolas.
Não chegou, entretanto, a produzir efeitos. Foi substituída
pela Constituição de 1937, mais conservadora, mais voltada para os problemas
urbanos do que para os do setor agrário.
Após o término da Segunda Guerra Mundial, uma Assembléia
Constituinte elaborou a nova Constituição (1946), que repetiu os dispositivos
da Carta de 1934. Os representantes dos latifundiários na Constituinte
permitiram a inclusão dos avanços anteriores, pois entendiam perfeitamente que,
com a obrigatoriedade de indenização prévia em dinheiro, nos casos de
indenização, a reforma agrária não teria êxito.
O impulso da industrialização, nos anos 50, revitalizou a
economia mundial capitalista. No Brasil, a partir de 1955, abrem-se novas
rodovias, implantam-se usinas hidrelétricas, indústrias de base (siderúrgica,
petrolífera, automobilística). Cresce o processo de concentração de renda.
Expandem-se, na área rural, as culturas comerciais, atingindo as terras
ocupadas por pequenos produtores.
Com o surgimento das Ligas Camponesas e dos sindicatos
rurais, o movimento dos camponeses se organiza como forma de luta legal.
Crescem as manifestações favoráveis a implantação da reforma agrária, como
forma de mudar o sistema de propriedade da terra. Radicalizam-se os movimentos,
por meio de greves, invasões de propriedade não utilizadas, sendo a reforma
exigida na “lei ou na marra”.
A gravidade da situação leva a sociedade a se preocupar mais
com o problema e a discutí-lo. Em 1963, é lançado o Estatuto do Trabalhador
Rural, que passa a garantir ao homem do campo o direito ao salário mínimo, a
férias e repouso remunerados, ao aviso prévio e à indenização em caso de
demissão. O Governo cria a Superintendência da Reforma Agrária (SUPRA). Os
Estados Unidos pressionam as autoridades brasileiras para implantar uma reforma
agrária, visando a amenizar a influência da Revolução Cubana na América Latina.
Multiplicavam-se as reivindicações sociais e firmava-se uma
mentalidade de mudanças, com destaque para a reforma agrária. A Revolução de
1964 inicia um período autoritário, onde o movimento popular do campo é
totalmente reprimido.
O primeiro governo militar, devido às condições do país e as
pressões americanas, elaborou um projeto de reforma agrária moderado.
Transformado na Lei nº 4.504, de 30 de novembro de 1964, nascia o Estatuto da
Terra, criando dois órgãos: o Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA),
para cuidar da reforma da estrutura fundiária, e o Instituto Nacional de
Desenvolvimento Agrícola (INDA), voltado para o processo de colonização.
Esses órgãos sofreram forte pressão do setor latifundiário.
Posteriormente foram unificados, surgindo o Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (INCRA), em 1970. Levantamentos iniciados pelo IBRA e depois
pelo INCRA – 1967, 1972 e 1976 – demonstraram um domínio completo dos
latifúndios no território brasileiro, que não eram cultivados intensamente,
impedindo milhões de trabalhadores de terem acesso a terra e à produção. Os
minifúndios, mesmo em maior número, ocupavam áreas pequenas e respondiam pelo grande
volume da produção brasileira de alimentos. Tal constatação teve que ser
abafada.
A iniciativa de utilizar terras devolutas (desocupadas),
pertencentes à União e aos estados, numa política de colonização para os
trabalhadores em terra de áreas críticas e de tensão social no meio rural,
redundou no Programa de Integração Nacional (PIN), e justificaria a construção
de grandes rodovias (Transamazônica, Perimetral Norte, Cuiabá-Santarém). O
Governo lançou, ainda, projetos conservadores, como o PROTERRA(1971), em áreas
do Nordeste, pelo qual o próprio latifundiário oferecia ao INCRA parte do seu
latifúndio, recebendo indenização em dinheiro.
resultado da política agrária do regime militar acabou
reforçando o poder do latifúndio tradicional e desenvolveu o latifúndio
moderno, das grandes empresas nacionais e multinacionais. Projetos agrícolas,
agroindustriais, agropecuários, financiados pelo Governo, transformaram-se em
latifúndios enormes, apoderando-se de terras de posseiros e índios.
Com a ênfase dada à política de exportações, foi melhorado o
sistema viário, com a construção de auto-estradas, ampliação de portos e
modernização de ferrovias. Houve incentivo para o desenvolvimento da tecnologia
agrícola importada, com crescimento da
produção de matérias-primas e de alimentos (açúcar, cacau, café, fumo).
Os sindicatos passaram a ser controlados pelo Ministério do
Trabalho e a praticar uma política assistencialista.
Com o fracasso do modelo econômico do governo militar,
começaram a surgir greves nas áreas em que os agricultores eram mais bem
organizados, e onde prevalecia o sistema de assalariamento. Muitos desses
movimentos tiveram sucesso, mas nem sempre os proprietários respeitavam os
direitos assegurados pela Justiça aos trabalhadores.
A Igreja Católica e outras instituições religiosas passaram
a apoiar os trabalhadores rurais. Verifica-se no país o crescimento de uma
conscientização maior de seus problemas. Avança a campanha pelas Diretas Já.
Eleito pelo Colégio Eleitoral, Tancredo Neves promete a reforma agrária aos
trabalhadores do campo. No governo Sarney cria-se o Ministério da Reforma
Agrária e do Desenvolvimento (MIRAD) que, juntamente com o INCRA, apresentam um
Plano Nacional de Reforma Agrária (1985).
O cenário nacional torna-se delicado. De um lado, há
movimentos que pleiteiam a aplicação do Plano de Reforma Agrária, considerado
moderado e contraditório, e os que querem a reforma imediatamente, por meio da
ocupação de terras improdutivas. Do outro, os grandes latifundiários
radicalizam o processo e resistem à implantação de mudanças.
Conceito de reforma agrária
De acordo com a Lei nº 4.504 (Estatuto da Terra), de 30-11-64,
art. 1º, & 1º, “Considera-se Reforma Agrária o conjunto de medidas que
visem a promover melhor distribuição da terra, mediante modificações no regime
de sua posse e uso, a fim de atender aos princípios de justiça social e ao
aumento de produtividade”.
Diversos especialistas chamam a atenção para aspectos
importantes da Reforma Agrária:
a) necessidade de ser um processo amplo e abrangente, que
conte efetivamente com a participação dos camponeses e beneficie a maioria dos
trabalhadores rurais;
b) a localização da Reforma somente no Setor Primário, ou
seja, a distribuição de direitos sobre a propriedade de terra agrícola,
evitando-se assim deturpações quanto ao seu âmbito, fato que pode inviabilizar
todo o processo;
c) estabelecimento de uma política abrangente, que leve em
conta a promoção humana, social, econômica e política.
d) A rapidez e firmeza do processo, como forma de atingir
metas a curto prazo e de conseguir modificações na estrutura latifundiária.
Reforma Agrária é, portanto, um processo de mudanças
estruturais que visa a distribuir os direitos sobre a posse e uso da terra e o
controle de sua produção, assegurando a participação da população rural nos
benefícios do desenvolvimento.
Etapas do processo
Para a maioria dos autores, dois pontos são estratégicos
para o sucesso da Reforma Agrária: rapidez e abrangência. O período de sua
duração deve ser de cinco a dez anos, no máximo. É essencial, também, que
alcance todo o território nacional, essencial para a consolidação das ações e
para impedir o aparecimento de resistências anti-reformistas.
Entretanto, devido às dimensões do território nacional, as
ações a serem desenvolvidas não podem ocorrer ao mesmo tempo e em toda as
partes. É preciso observar as prioridades, levando-se em conta as necessidades
mais urgentes de cada região ou área específica. O que tem que ser evitado é a
implantação de programas em áreas isoladas, em detrimento de outras, pois
favorece a formação de focos de resistência contra as reformas.
As etapas que devem compor um processo de reforma agrária
não precisam seguir uma seqüência obrigatória, podendo variar ou mesmo ser
eliminadas, dependendo do desenvolvimento específico de cada área.
Primeira etapa
Refere-se ao reconhecimento do problema agrário, no que se
refere ao nível de vida do homem do campo, constatando-se como se encontra a
sua situação econômica, social e política.
Nessa etapa são detectadas as falhas do funcionamento da
agrícultura da região estudada e suas relações com a posse e o uso da terra.
Segunda etapa
É a fase de planejamento. É comum ocorrem enganos na
avaliação dos dados coletados, criando-se projetos tecnicamente perfeitos, mas
distanciados da realidade, o que inviabiliza a sua execução.
Cada área deve merecer um tratamento específico, conforme o
estágio de desenvolvimento em que se encontra.
Terceira etapa
Corresponde ao período de execução e que exige a aplicação
de instrumentos legais, tais como desapropriações, transferência de posse de
terra. É imprescindível a participação do trabalhador rural, a fim de torná-lo
o principal agente do desenvolvimento.
O êxito ou entrave de um processo de reforma agrária está
diretamente ligado ao entendimento por parte da população dos programas e
projetos formulados e da integração com as forças interessadas nas reformas.
Nesta etapa devem ser constituídas entidades de classe, para fiscalização e
avaliação das ações executadas.
Consolidação
A reforma agrária estará ou não consolidada, dependendo do
nível alcançado pelas mudanças, no que toca a posse, uso e gozo da terra e aos
fatores de produção.
As falhas de estrutura anteriormente existentes devem
desaparecer, para que não apareça qualquer possibilidade de reversão das
alterações produzidas.
Conflitos pela posse da terra
A diferença de interesses entre os pequenos agricultores e
os grandes proprietários de terra tem gerado conflitos em todas as regiões do
Brasil. Para os agricultores a terra é fundamental para o seu sustento, enquanto
para os proprietários é fonte de renda.
Os tipos mais comuns de conflitos têm sido:
a) os que ocorrem nas zonas de expansão de fronteira
agrícola (Maranhão e Bahia), onde os trabalhadores se instalam como posseiros e
cultivam a terra com suas famílias. Acabam sendo expulsos pelos grandes grupos
econômicos ou grandes proprietários.
b) Onde existe a exploração pecuária e pequena produção de
alimentos. Os criadores, estimulados pelo crescimento do mercado de carne
bovina, procuram ampliar suas áreas de pastagem, expulsando parceiros e
rendeiros, e pressionando os pequenos proprietários a vender suas terras.
c) Os provocados pelas desapropriações feitas para
construção de barragens ou para instalação de sistemas de irrigação. Prejudicam
os pequenos agricultores que cultivam terras à margem de um rio. As quantias
recebidas a título de indenização não são suficientes para comprar outras
terras nas mesmas condições, e acabam sendo gastas, deixando inúmeras famílias
na miséria. Os parceiros e rendeiros que vivem em fazendas não são indenizados
e ficam também sem qualquer meio de sobrevivência.
Vale ressaltar, ainda, o problema do índio que, por falta de
demarcação de suas terras, vem sendo expulso pela ação de grileiros.
O problema nos últimos anos
A marcha de três meses dos sem-terra, que chegaram em
Brasília no dia 17 de abril de 1997, se transformou numa das maiores
manifestações ocorridas na capital federal, e reavivou a questão agrária.
A divulgação, em janeiro de 1998, de um documento do Vaticano
intituladoPor uma melhor distribuição de terra – O desafio da Reforma Agrária,
causou também grande repercussão. As reações ao documento foram imediatas e
extremadas.
O assunto tomou o rumo da radicalização. O Movimento dos
Sem-Terra intensificou as invasões de terras, como forma de pressão. No lado
oposto, os fazendeiros estão formando grupos armados para impedir a ação dos
sem-terra.
Em regiões como no sul do Pará, a Polícia Federal e o
Exército tiveram de ser chamados para acalmar situações reinantes. No Norte e
Nordeste do Brasil os proprietários contratam pistoleiros para defender as suas
terras.
O MST, fundado em 1984, no Rio Grande do Sul, responsável
por fazer ressurgir a reforma agrária na consciência nacional, tem demonstrado
ser não penas um movimento social, mas também político e ideológico. Além das
invasões de terras, produtivas ou não, passou a invadir órgãos públicos,
empresas e até mesmo bens históricos, tombados pelo Patrimônio Histórico,
Artístico Nacional – Iphan, tendo participado também de saques a supermercados
e de seqüestros de caminhões que transportam gêneros alimentícios, na companhia
dos flagelados da seca, visando ganhar mais visibilidade junto à opinião
pública e aumentar seu poder de pressão perante o poder público. Suas
lideranças afirmam que o objetivo do MST é mudar o modelo da sociedade.
Atualmente, há denúncias de irregularidades quanto a
aplicação dos recursos destinados a melhorias nos assentamentos e ao pagamento
de assistência técnica. Em Pernambuco, o Tribunal de Contas do Estado detectou
desvios de dinheiro público em pelo menos cinco assentamentos do MST.
Considerações finais
A principal reivindicação dos trabalhadores rurais tem sido
a reforma agrária. O Estatuto da Terra não teve até hoje uma aplicação
verdadeira. As estruturas existentes, o poder político mantido pelos grandes
proprietários e empresas com latifúndio, resistem e impedem as mudanças.
A própria complexidade da reforma agrária, com
características diferentes de uma área para outra, no que se refere às formas
de uso e posse da terra, e a questão dos recursos financeiros para as
desapropriações e assentamento dos colonos beneficiados, dificultam a sua
execução.
Para que a reforma seja completa, não pode se restringir
apenas à redistribuição de terras. Deve vir acompanhada de uma política de
crédito rural (com juros e prazos compatíveis com a atividade agrícola), de
assistência técnica, de um sistema de pesquisas e técnicas de comercialização.
Política que traga um sentido de organização comunitária fundamentada em
elementos sociais, ecológicos, econômicos e políticos. Política de produção de
alimentos para exportação e consumo interno.
A reforma agrária deve ter abrangência para cobrir todas as
áreas e todos os homens do campo, para que eles possam exercer seus direitos.
Direitos ao trabalho, à alimentação e a terra. Direitos anteriores a qualquer
direito de propriedade.
Reforma essa que não repita erros de programas e projetos
anteriores, que apontaram metas nunca atingidas, que beneficiaram o latifúndio
e frustraram o pequeno proprietário. Que acabaram destruindo vastas áreas
agrícolas, com inundações de terras por conta da construção de grandes
barragens, provocando o desemprego de pequenos produtores. Ou de projetos
agropecuários que não demonstraram qualquer preocupação social e ecológica.
Uma reforma sem radicalismos, democrática, voltada para a
elevação do nível de vida do trabalhador rural. Uma reforma que promova a paz
social no campo e a modernização agrícola em todo o território nacional, e que
consiga harmonizar a liberdade de iniciativa com a valorização do trabalho
humano.
No Brasil, fazer a reforma agrária é uma questão de justiça
social e exige uma tomada de posição de toda a sociedade, de maneira a permitir
o desenvolvimento pleno do país.
Vocabulário Explicativo
Assentamento: é o local onde se instalam os trabalhadores
rurais e suas famílias, beneficiados com desapropriações promovidas pelo poder
público, passando a explorar as terras que ficam pertencendo a eles.
Desapropriação: é o ato unilateral de direito público, com reflexos
no direito privado, pelo qual a propriedade individual é transferida, mediante
prévia e justa indenização, a quem dela se utiliza, no interesse da
coletividade.
Fronteira Agrícola: faixa pioneira em que o povoamento feito
por agricultores avança, ocupando terras de floresta.
Grileiro: representante de grandes proprietários,
encarregado de expulsar posseiros, preparando a ocupação de terras vazias por
esses mesmos proprietários.
Latifúndio: propriedade rural que apresenta terras
incultivadas, explorada por um só proprietário. Há latifúndios pertencentes
também a grandes empresas rurais industrializadas.
Minifúndio: é o imóvel rural que ocupa áreas menores que o
latifúndio, e cujas terras são cultivadas.
Oligarquia: forma de governo em que o poder está nas mãos de
poucas pessoas. A oligarquia rural é caracterizada pelo enorme poder econômico
e político que detém os grandes proprietários.
Posseiros: pessoas que tomam posse de terras vazias sem,
contudo, possuir a sua propriedade.
Redemocratização " Diretas já "
A crise do governo ditatorial deflagrada com o fim do
“milagre econômico” e as denúncias sobre a repressão exercida pelos militares
deu os primeiros passos no processo de redemocratização do Brasil. Os
movimentos grevistas do final da década de 1970 e o anúncio das eleições
estaduais diretas, em 1982, davam claro sinal da retirada dos militares do
poder.
No mês de abril de 1983, o então deputado estadual Dante de
Oliveira redigiu uma proposta de lei que requeria uma mudança no texto
constitucional permitindo a realização de eleições diretas para Presidente da
República. Em um Congresso dominado por representantes simpáticos ao regime
parecia ser impossível a aprovação desse tipo de proposta legislativa.
Mesmo com a existência de um governo militar no poder e uma
maioria conservadora no Congresso, o que se limitava a uma proposta de lei transformou-se
em um grande movimento político. Contando com o apoio do PMDB, do PT e do PDT
iniciaram-se a organização de comícios responsáveis por mobilizar a opinião
publica em favor da abertura política.
Paulatinamente, setores da mídia, personalidades do meio
artístico e líderes políticos passaram a engrossar as fileiras desta causa. Em
abril de 1984, um comício realizado em São Paulo contou com a participação de
mais de um milhão de manifestantes. Percebendo as proporções do movimento, o
presidente Figueiredo permitiu a censura aos órgãos de imprensa e ofereceu
outro projeto de lei estabelecendo as eleições diretas somente para o ano de
1988.
Com esta medida, o cenário político encabeçado por setores
de esquerda perderia seu poder de influência em uma possível eleição direta em
1985. Por fim, a emenda Dante de Oliveira não foi aprovada por uma pequena
diferença de votos. Com isso, as eleições indiretas de Tancredo Neves serviram
para a consagração de um projeto de transição política capaz de desarticular
profundas mudanças no cenário político nacional.
A MPB e o DOPS
O regime militar no Brasil, que se manteve no poder no país
de 1964 a 1985, buscava vigiar e controlar o espaço público e todo o enunciado
político contra a ditadura, buscava-se desmobilizar a sociedade para manter o
regime. Nos veículos de comunicação em massa havia mensagens políticas de
resistência, assim aconteceu com a música brasileira, principalmente para
driblar a censura que ocorria sobre as composições musicais.
Nos documentos da DOPS, uma das instituições que mais
perseguiam os artistas, havia uma produção constante de suspeitas que seguiam
critérios improvisados de perseguição; bastasse o artista participar de eventos
estudantis, festivais, regravar artistas perseguidos, citar nomes políticos,
entre outros fatores, para que o artista fosse perseguido.
Qualquer composição musical ou declaração que chocasse a
“normalidade” política da ditadura era registrado como suspeito.
Classificava-se grupo de atuação comunista aqueles que eram formados por
Francisco Buarque de Holanda, Edu Lobo, Nara Leão, Geraldo Vandré, Gilberto
Gil, Caetano Veloso, Marilda Medalha, Vinícius de Moraes, Milton Nascimento,
entre outros.
Na década de 70, Chico Buarque passou a ser considerado
inimigo número 1 do regime, seguido por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton,
Gonzaguinha e Ivan Lins. Elis Regina passou a fazer parte da lista ao gravar o
hino da anistia, a música “O bêbado e a equilibrista”.
Além de espaços sociais serem suspeitos, a atividade
artística era considerada suspeita e subversiva. Os departamentos de investigação
visaram defender a ordem política da época e manter os grupos familiares e seus
devidos laços morais. Mas como cantava Caetano Veloso : “é proibido proibir”.
domingo, 9 de setembro de 2012
Organizando (livro Capitulo's 4,9,13e14)
1- Que relação se pode estabelece a Primeira e a Segunda Guerra Mundial?
R= Os Estados Unidos ficara neutros na primeira guerra mundial e só venderam mercadorias para os países Europeus que se destruíram na guerra, por causa disse os EUA saíram da guerra super ricos e produzindo muito (vendendo mercadorias para os países europeus que estavam destroçados).
Porém um dia a Europa se reconstruiu e os países europeus pararam de comprar dos EUA e passaram a produzir como não tinha mais para quem vender os EUA entraram em uma forte crise, a crise de 29 arrasou o mundo e provou que o capitalismo não era tão seguro quanto se imaginava.
Entretanto a Alemanha saiu da primeira guerra revoltada por que saiu perdendo e foi obrigada a assinar o tratado de Versalhes, adaptando assim a fascismo alemão (nazismo), e assim não preciso entrar em detalhes por que todos sabem que Hitler era um louco e ele foi o grande causador da 2ª guerra mundial.
2- Qual era a grande preocupação das potencias capitalistas nessa época? Porque adotaram uma política de apaziguamento com a Alemanha nazista?
Com o capitalismo americano atolado numa crise econômica de tal forma. Em grande parte, o governo federal [na época] empenhou-se. Tudo isto é inseparável do papel dos Estados Unidos enquanto potência... A situação não é comparável à de 1939-1941,A Alemanha rompeu completamente o Tratado de Versalhes que a proibia de investir na indústria bélica. Os países capitalistas acreditavam que feroz anticomunismo de Hitler seria conveniente, na medida em que atacavam diretamente o que eles mais temiam: o perigo soviético. Por isso também, a ascensão do nazifascismo foi tolerada: parecia ''um mal menor''.
3- Elabore um resumo dos principais acontecimentos que marcaram a agressiva política expansionista do Japão,da Itália e da Alemanha.
A Alemanha de Hitler tinha a política do "lebensraum", ou espaço vital, que permitiria a expansão do seu território para fazer face ao crescimento da raça superior que se disseminaria pelo mundo. A Itália, do bufão Mussolini, não tinha idéia de nada, era uma colonizadora falha que se afundou em mesquinharia e inveja frente à sua aliada germânica. O Japão, este sim, precisava de espaço para explorar riquezas que o seu minúsculo território não tinha mas que necessitava com urgência para sua sobrevivência. Grosso modo é isso aí....
A “Conferência do Führer” (novembro 1937). Em uma reunião com os generais alemães, Hitler decide conquistar a Europa Oriental como meio de garantir um “espaço vital” para a Alemanha, baseado no “direito natural que a raça superior alemã” possuía sobre seus vizinhos eslavos (Memorando Hossbach). Os alvos imediatos eram os países habitados por alemães, justificando a expansão em nome do nacionalismo germânico e da criação da Grande Alemanha: a Áustria, a região dos Sudetos (na Tchecoslováquia) e a Polônia Ocidental (incluindo a cidade de Danzig e o “corredor polonês” que separava a Prússia Oriental da maior parte da Alemanha). Posteriormente, as terras de maioria eslava também deveriam ser incorporadas como área de colonização alemã.
A Alemanha anexa os territórios germânicos na Europa Central (1938). Os nazistas austríacos assumiram o poder em Viena com apoio alemão. Logo em seguida Hitler invadiu e anexou a Áustria (o Anschluss, 13 março). Num plebiscito, a maioria dos austríacos concordou com a unificação. Em maio Hitler iniciou os preparativos para conquistar a Tchecoslováquia. O pretexto era anexar a região tcheca dos Sudetos, habitada por alemães. As pretensões de Hitler geraram uma grande tensão internacional com ameaça de uma guerra européia generalizada (a Tchecoslováquia era uma democracia - a única da Europa Oriental - aliada da França e Grã-Bretanha). A crise da Tchecoslováquia foi discutida na Conferência de Munique (29-30 setembro) entre a Alemanha (Hitler), Grã-Bretanha (Chamberlain), França (Daladier) e Itália (Mussolini). A Tchecoslováquia e a URSS não foram convidadas. Os britânicos e franceses, movidos pela política de apaziguamento, cederam os Sudetos à Alemanha, em troca do compromisso de Hitler de parar com o expansionismo alemão. A Tchecoslováquia foi abandonada pelos seus aliados e, sem ter como resistir, foi forçada a concordar com as pretensões da Alemanha nazista. Foi o triunfo de Hitler e do nacionalismo alemão. Sem guerra, ele conseguiu ampliar o território e a população da Alemanha anexando importantes regiões industriais.
O confronto Japão-URSS (1939). A Manchúria e o nordeste da China estavam ocupados pelo Japão, que também possuía interesses na Mongólia – país socialista sob proteção da URSS – e na Sibéria, território soviético. Em maio de 1939 ocorreu um confronto entre tropas japonesas e mongóis em Nomonhan, na fronteira entre a Manchúria e a Mongólia. A URSS interviu com seu exército e enfrentou os japoneses em grandes e violentas batalhas nas áreas fronteiriças. Os japoneses, com perdas muito superiores às soviéticas, foram derrotados. O Incidente de Nomonhan foi decisivo para o Japão desistir de tomar territórios da URSS e evitar um novo conflito com ela, preferindo concentrar-se na guerra contra a China e a fazer planos para dominar o Sudeste Asiático e o Pacífico enfrentando as potências ocidentais. Por sua vez, mesmo vitoriosa, a URSS ficou preocupada com novos confrontos na região e adotou uma política de evitar se envolver em uma guerra na Europa, um fator que acabaria levando-a a buscar um compromisso com a Alemanha nazista.
A crise de 1939. Em 1939, a Alemanha rompeu os acordos de Munique e, junto coma Itália, prosseguiu a expansão territorial na Europa Centro-Oriental. Em 15-16 março de 1939, com apoio de Hitler, a Eslováquia ficou independente (a secessão eslovaca) e a Alemanha invadiu a República Tcheca, que foi anexada ao Terceiro Reich com o nome de Protetorado Alemão da Boêmia e Moravia. Esse fato demonstrou o fracasso da política de apaziguamento. Grã-Bretanha e França protestaram, mas nada fizeram pela restauração da soberania tcheca. No dia 21 de março Hitler exigiu territórios da Polônia e ameaçou atacá-la. Os poloneses responderam que resistiriam a qualquer invasão alemã. No dia seguinte, 22, a Alemanha anexou a cidade portuária de Memel, na Lituânia. Assustadas com as agressões alemãs e decididas a dar um basta a Hitler, no dia 31 março Grã-Bretanha e França prometeram defender a Polônia. Em abril a Itália anexou a Albânia e em 22 de maio firmou com a Alemanha o “Pacto de Aço” – o Pacto de Amizade e Ajuda Mútua, tornando obrigatória a ajuda militar de um dos países ao lado daquele que entrasse em guerra.
O Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético (agosto 1939). Depois que a Alemanha ameaçou tomar territórios da Polônia, em março de 1939, a Grã-Bretanha e a França garantiram a independência polonesa, mas para isso esperavam contar com a ajuda da URSS. Com efeito, assustado com o expansionismo nazista no Leste europeu, Stalin propôs em abril uma aliança com os britânicos e franceses. No início de agosto, URSS, Grã-Bretanha e França começaram a negociar uma aliança anti-alemã, uma espécie de nova “Tríplice Entente”. Contudo, as desconfianças mútuas e a resistência anglo-francesa em ceder territórios na Europa Oriental para a URSS em troca de seu apoio tornaram a aliança inviável. Nesse momento, Hitler agiu e conseguiu oferecer à Stalin o que ele mais desejava – garantias de segurança para a URSS e territórios na Europa Oriental. O resultado foi a assinatura, em 23 de agosto, do Pacto de Não Agressão Germano-Soviético, também conhecido como Acordo Ribbentrop- (nome dos ministros de relações exteriores da Alemanha e da URSS). Pelo pacto, a Alemanha se comprometia em não atacar a URSS e vice-versa. Numa cláusula secreta, Hitler e Stalin decidiram dividir a Europa Oriental, inclusive a Polônia, entre os dois países. A Alemanha reconheceria o direito da URSS dominar os países bálticos (Estônia. Letônia, Lituânia), a Finlândia e a Polônia Oriental. A URSS reconheceria a dominação alemã sobre a Polônia Ocidental. Grã-Bretanha e França teriam que defender sozinhas a Polônia.
A Alemanha invade a Polônia (setembro 1939). A Alemanha invadiu a Polônia na manhã de 1 de setembro sem uma declaração formal de guerra, sob a falsa alegação de que os poloneses tinham atacado o território alemão. Ao contrário dos episódios anteriores na Tchecoslováquia e em Memel, os poloneses ofereceram resistência armada e a Alemanha e Polônia entraram em guerra. A Grã-Bretanha e França lançaram, em 2 de setembro, um ultimato exigindo a retirada alemã. Hitler desprezou o ultimato e, no dia 3 de setembro, Grã-Bretanha e França declaram guerra à Alemanha. A Segunda Guerra Mundial começava na Europa.
R= Os Estados Unidos ficara neutros na primeira guerra mundial e só venderam mercadorias para os países Europeus que se destruíram na guerra, por causa disse os EUA saíram da guerra super ricos e produzindo muito (vendendo mercadorias para os países europeus que estavam destroçados).
Porém um dia a Europa se reconstruiu e os países europeus pararam de comprar dos EUA e passaram a produzir como não tinha mais para quem vender os EUA entraram em uma forte crise, a crise de 29 arrasou o mundo e provou que o capitalismo não era tão seguro quanto se imaginava.
Entretanto a Alemanha saiu da primeira guerra revoltada por que saiu perdendo e foi obrigada a assinar o tratado de Versalhes, adaptando assim a fascismo alemão (nazismo), e assim não preciso entrar em detalhes por que todos sabem que Hitler era um louco e ele foi o grande causador da 2ª guerra mundial.
2- Qual era a grande preocupação das potencias capitalistas nessa época? Porque adotaram uma política de apaziguamento com a Alemanha nazista?
Com o capitalismo americano atolado numa crise econômica de tal forma. Em grande parte, o governo federal [na época] empenhou-se. Tudo isto é inseparável do papel dos Estados Unidos enquanto potência... A situação não é comparável à de 1939-1941,A Alemanha rompeu completamente o Tratado de Versalhes que a proibia de investir na indústria bélica. Os países capitalistas acreditavam que feroz anticomunismo de Hitler seria conveniente, na medida em que atacavam diretamente o que eles mais temiam: o perigo soviético. Por isso também, a ascensão do nazifascismo foi tolerada: parecia ''um mal menor''.
3- Elabore um resumo dos principais acontecimentos que marcaram a agressiva política expansionista do Japão,da Itália e da Alemanha.
A Alemanha de Hitler tinha a política do "lebensraum", ou espaço vital, que permitiria a expansão do seu território para fazer face ao crescimento da raça superior que se disseminaria pelo mundo. A Itália, do bufão Mussolini, não tinha idéia de nada, era uma colonizadora falha que se afundou em mesquinharia e inveja frente à sua aliada germânica. O Japão, este sim, precisava de espaço para explorar riquezas que o seu minúsculo território não tinha mas que necessitava com urgência para sua sobrevivência. Grosso modo é isso aí....
A “Conferência do Führer” (novembro 1937). Em uma reunião com os generais alemães, Hitler decide conquistar a Europa Oriental como meio de garantir um “espaço vital” para a Alemanha, baseado no “direito natural que a raça superior alemã” possuía sobre seus vizinhos eslavos (Memorando Hossbach). Os alvos imediatos eram os países habitados por alemães, justificando a expansão em nome do nacionalismo germânico e da criação da Grande Alemanha: a Áustria, a região dos Sudetos (na Tchecoslováquia) e a Polônia Ocidental (incluindo a cidade de Danzig e o “corredor polonês” que separava a Prússia Oriental da maior parte da Alemanha). Posteriormente, as terras de maioria eslava também deveriam ser incorporadas como área de colonização alemã.
A Alemanha anexa os territórios germânicos na Europa Central (1938). Os nazistas austríacos assumiram o poder em Viena com apoio alemão. Logo em seguida Hitler invadiu e anexou a Áustria (o Anschluss, 13 março). Num plebiscito, a maioria dos austríacos concordou com a unificação. Em maio Hitler iniciou os preparativos para conquistar a Tchecoslováquia. O pretexto era anexar a região tcheca dos Sudetos, habitada por alemães. As pretensões de Hitler geraram uma grande tensão internacional com ameaça de uma guerra européia generalizada (a Tchecoslováquia era uma democracia - a única da Europa Oriental - aliada da França e Grã-Bretanha). A crise da Tchecoslováquia foi discutida na Conferência de Munique (29-30 setembro) entre a Alemanha (Hitler), Grã-Bretanha (Chamberlain), França (Daladier) e Itália (Mussolini). A Tchecoslováquia e a URSS não foram convidadas. Os britânicos e franceses, movidos pela política de apaziguamento, cederam os Sudetos à Alemanha, em troca do compromisso de Hitler de parar com o expansionismo alemão. A Tchecoslováquia foi abandonada pelos seus aliados e, sem ter como resistir, foi forçada a concordar com as pretensões da Alemanha nazista. Foi o triunfo de Hitler e do nacionalismo alemão. Sem guerra, ele conseguiu ampliar o território e a população da Alemanha anexando importantes regiões industriais.
O confronto Japão-URSS (1939). A Manchúria e o nordeste da China estavam ocupados pelo Japão, que também possuía interesses na Mongólia – país socialista sob proteção da URSS – e na Sibéria, território soviético. Em maio de 1939 ocorreu um confronto entre tropas japonesas e mongóis em Nomonhan, na fronteira entre a Manchúria e a Mongólia. A URSS interviu com seu exército e enfrentou os japoneses em grandes e violentas batalhas nas áreas fronteiriças. Os japoneses, com perdas muito superiores às soviéticas, foram derrotados. O Incidente de Nomonhan foi decisivo para o Japão desistir de tomar territórios da URSS e evitar um novo conflito com ela, preferindo concentrar-se na guerra contra a China e a fazer planos para dominar o Sudeste Asiático e o Pacífico enfrentando as potências ocidentais. Por sua vez, mesmo vitoriosa, a URSS ficou preocupada com novos confrontos na região e adotou uma política de evitar se envolver em uma guerra na Europa, um fator que acabaria levando-a a buscar um compromisso com a Alemanha nazista.
A crise de 1939. Em 1939, a Alemanha rompeu os acordos de Munique e, junto coma Itália, prosseguiu a expansão territorial na Europa Centro-Oriental. Em 15-16 março de 1939, com apoio de Hitler, a Eslováquia ficou independente (a secessão eslovaca) e a Alemanha invadiu a República Tcheca, que foi anexada ao Terceiro Reich com o nome de Protetorado Alemão da Boêmia e Moravia. Esse fato demonstrou o fracasso da política de apaziguamento. Grã-Bretanha e França protestaram, mas nada fizeram pela restauração da soberania tcheca. No dia 21 de março Hitler exigiu territórios da Polônia e ameaçou atacá-la. Os poloneses responderam que resistiriam a qualquer invasão alemã. No dia seguinte, 22, a Alemanha anexou a cidade portuária de Memel, na Lituânia. Assustadas com as agressões alemãs e decididas a dar um basta a Hitler, no dia 31 março Grã-Bretanha e França prometeram defender a Polônia. Em abril a Itália anexou a Albânia e em 22 de maio firmou com a Alemanha o “Pacto de Aço” – o Pacto de Amizade e Ajuda Mútua, tornando obrigatória a ajuda militar de um dos países ao lado daquele que entrasse em guerra.
O Pacto de Não-Agressão Germano-Soviético (agosto 1939). Depois que a Alemanha ameaçou tomar territórios da Polônia, em março de 1939, a Grã-Bretanha e a França garantiram a independência polonesa, mas para isso esperavam contar com a ajuda da URSS. Com efeito, assustado com o expansionismo nazista no Leste europeu, Stalin propôs em abril uma aliança com os britânicos e franceses. No início de agosto, URSS, Grã-Bretanha e França começaram a negociar uma aliança anti-alemã, uma espécie de nova “Tríplice Entente”. Contudo, as desconfianças mútuas e a resistência anglo-francesa em ceder territórios na Europa Oriental para a URSS em troca de seu apoio tornaram a aliança inviável. Nesse momento, Hitler agiu e conseguiu oferecer à Stalin o que ele mais desejava – garantias de segurança para a URSS e territórios na Europa Oriental. O resultado foi a assinatura, em 23 de agosto, do Pacto de Não Agressão Germano-Soviético, também conhecido como Acordo Ribbentrop- (nome dos ministros de relações exteriores da Alemanha e da URSS). Pelo pacto, a Alemanha se comprometia em não atacar a URSS e vice-versa. Numa cláusula secreta, Hitler e Stalin decidiram dividir a Europa Oriental, inclusive a Polônia, entre os dois países. A Alemanha reconheceria o direito da URSS dominar os países bálticos (Estônia. Letônia, Lituânia), a Finlândia e a Polônia Oriental. A URSS reconheceria a dominação alemã sobre a Polônia Ocidental. Grã-Bretanha e França teriam que defender sozinhas a Polônia.
A Alemanha invade a Polônia (setembro 1939). A Alemanha invadiu a Polônia na manhã de 1 de setembro sem uma declaração formal de guerra, sob a falsa alegação de que os poloneses tinham atacado o território alemão. Ao contrário dos episódios anteriores na Tchecoslováquia e em Memel, os poloneses ofereceram resistência armada e a Alemanha e Polônia entraram em guerra. A Grã-Bretanha e França lançaram, em 2 de setembro, um ultimato exigindo a retirada alemã. Hitler desprezou o ultimato e, no dia 3 de setembro, Grã-Bretanha e França declaram guerra à Alemanha. A Segunda Guerra Mundial começava na Europa.
4-O que foi a Anschluss?
Anschlub ou Anschluss é uma palavra do idioma alemão que significa conexão ou anexação. É utilizada em História para referir-se à anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha em 1938. Este termo é o oposto à palavra Ausschluß, que caracteriza a exclusão de Áustria no Reino da Prússia.
5-O que se decidiu na Conferência de Munique a respeito dos Sudestos?
Assim, em setembro de 1938, Hitler, Mussolini, Chamberlain (Inglaterra) e Deladier (França) reuniram-se na Conferência de Munique e assinaram um acordo que obrigava a Tchescolováquia a ceder os Sudetos para a Alemanha.
Anschlub ou Anschluss é uma palavra do idioma alemão que significa conexão ou anexação. É utilizada em História para referir-se à anexação político-militar da Áustria por parte da Alemanha em 1938. Este termo é o oposto à palavra Ausschluß, que caracteriza a exclusão de Áustria no Reino da Prússia.
5-O que se decidiu na Conferência de Munique a respeito dos Sudestos?
Assim, em setembro de 1938, Hitler, Mussolini, Chamberlain (Inglaterra) e Deladier (França) reuniram-se na Conferência de Munique e assinaram um acordo que obrigava a Tchescolováquia a ceder os Sudetos para a Alemanha.
Ao cederem uma vez mais às exigências de Hitler, a França e a Inglaterra contribuíram tanto quanto os nazi-fascistas para o fim da paz mundial. Abandonada à sua própria sorte, a Tchoslováquia viu-se invadida pelos alemães, que inicialmente ocuparam os Sudetos e, e m março de 1939, tomaram o resto do país. Essa intervenção desrespeitou o que havia sido acertado na Conferência de Munique, afrontando seriamente a França e a Inglaterra. Os dois países finalmente decidiram oferecer-se para ajudar qualquer nação cuja integridade viesse a ser ameaçada.
PAGINA 56
1-Qual a causa imediata da Segunda Guerra Mundial?No cenário político da época, a causa imediata foi a invasão da Polônia. Inglaterra e França tinham tratados de defesa mútua com a Polônia. Ao ser invadido pela Alemanha, esse pacto foi acionado, levando à declaração de guerra por parte da Inglaterra e França.
2-Cite os principais Países europeus conquistados pelos nazistas na primeira fase da Guerra?Em toda a Europa, somente a Inglaterra e o reino unido ficaram fora da invasão nazi-fascista. Embora tenham sofrido severas perdas com os bombardeios e ataques aéreos. Não fosse a contra-ofensiva russa, após a quebra do tratado de não agressão (operação barba rosa), possivelmente a Inglaterra teria sucumbido às forças de Hitler, dessa forma, toda a Europa estaria nas mãos do führer.
Polônia, França e Renania foram os principais, alem da Romênia, Bulgária, Dinamarca e Noruega. Por fim, parte da União Soviética.
Esta Guerra levou a um mundo bipolar, dividido entre SOVIETICOS e SOCIALISTAS, alem de desenvolver a produção bélica e inserir os EUA como potencia mundial.
3-Explique o papel da Itália e do Japão nessa primeira fase e quando se formou o eixo de Berlim –Roma-Tóquio.
1-Qual a causa imediata da Segunda Guerra Mundial?No cenário político da época, a causa imediata foi a invasão da Polônia. Inglaterra e França tinham tratados de defesa mútua com a Polônia. Ao ser invadido pela Alemanha, esse pacto foi acionado, levando à declaração de guerra por parte da Inglaterra e França.
2-Cite os principais Países europeus conquistados pelos nazistas na primeira fase da Guerra?Em toda a Europa, somente a Inglaterra e o reino unido ficaram fora da invasão nazi-fascista. Embora tenham sofrido severas perdas com os bombardeios e ataques aéreos. Não fosse a contra-ofensiva russa, após a quebra do tratado de não agressão (operação barba rosa), possivelmente a Inglaterra teria sucumbido às forças de Hitler, dessa forma, toda a Europa estaria nas mãos do führer.
Polônia, França e Renania foram os principais, alem da Romênia, Bulgária, Dinamarca e Noruega. Por fim, parte da União Soviética.
Esta Guerra levou a um mundo bipolar, dividido entre SOVIETICOS e SOCIALISTAS, alem de desenvolver a produção bélica e inserir os EUA como potencia mundial.
3-Explique o papel da Itália e do Japão nessa primeira fase e quando se formou o eixo de Berlim –Roma-Tóquio.
Assim, em agosto de 1939, a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin firmaram entre si um pacto de não guerra, que estabelecia, secretamente, a partilha do território polonês entre as duas nações. Com o sinal verde dado por Stálin, Hitler sentiu-se à vontade para agir. Em 1º de setembro de 1939, invadiu a Polônia e por meio de uma ataque rápido e violentíssimo, liquidou-a em pouco mais de três semanas. Dois dias depois da invasão, Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha. Era o começo da Segunda Guerra Mundial, que terminaria seis anos depois. A Segunda Grande Guerra, como movimento armado, apresentou duas grandes fases:
Primeira fase (1939-1942). Caracterizou-se por uma rápida expansão, assinalada por importantes conquistas das forças do Eixo. Desde o início do conflito, os alemães assombraram o mundo pondo um prática a Blitzkrieg (guerra-relâmpago) que consistia numa série de ataques rápidos e simultâneos desfechados por canhões de longo alcance, tanques blindados (panzers) e pela Força Aérea Alemã, a Luftwaffe. Foi por meio da blitzkrieg que a Alemanha abateu a Polônia e, em seguida, anexou a porção ocidental do país. A parte oriental, tal como havia sido combinado anteriormente, ficou para a União Soviética.
4-Comente os acontecimentos que alteraram os rumos da guerra,em 1941.No início de 1941, tudo parecia indicar que o domínio nazista sobre a Europa se consolidaria. Não havia nenhum adversário com força suficiente para impedi-lo. Entretanto, dois fatos ocorridos no final desse ano alteraram profundamente os rumos da Segunda Guerra Mundial. A Ambição de Hitler fez com ele passasse por sobre o tratado de não-agressão firmado com os soviéticos. O ditador alemão queria apossar do imenso território e das riquezas naturais soviéticos. A invasão começou e maio de 1941. Hitler acreditou que conquistaria rapidamente a União Soviética. No começo da campanha, parecia que isso iria acontecer. Em três meses, os alemães se apoderaram de uma enorme parte do território e chegaram às portas de Moscou, a capital soviética. A dura e longa batalha de Stalingrado marcou a grande virada na guerra. Pela primeira vez, um marechal alemão foi mito da invencibilidade militar dos alemães. Um outro fato que contribuiu para mudar os rumos da guerra foi a entrada dos Estados Unidos no conflito, ao lado da forças aliadas. Da mesma maneira que a Alemanha e a Itália, o Japão também alimentava sonhos expansionistas. Dotado de uma poderosa esquadra, investiu contra várias áreas no Sudeste Asiático. Desde o século passado, os EUA tinham grandes interesses econômicos nessa região. O avanço japonês alterava o equilíbrio de forças na região. Diante disso, os EUA tomaram medidas que prejudicaram a economia japonesa. A resposta veio em 7 de dezembro de 1941.
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1- Quais foram os dois blocos formados durante a Segunda Guerra a partir da entrada de forças da União Soviética e dos Estados Unidos? Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.
2-Qual a importância da batalha de Stalingrado?
A Batalha de Estalinegrado (ou Stalingrado) foi um ponto de mudança na Segunda Guerra Mundial, e é considerada uma das batalhas mais violentas da história. A batalha foi marcada pela sua brutalidade e pelo desrespeito por baixas civis em ambos os lados. A batalha inclui o ataque Alemão na cidade do sul da Rússia, Estalinegrado (hoje Volgogrado), a batalha dentro da cidade, e a contra-ofensiva Soviética que eventualmente emboscou e destruiu as forças Alemãs e do Eixo dentro e à volta da cidade. O total das baixas em ambos os lados é estimado em cerca de dois milhões de pessoas, incluindo civis. As forças do Eixo perderam um quarto do total dos seus homens na Frente de Este, e nunca se recuperaram da derrota. Para os soviéticos, que perderam mais de um milhão de soldados e de civis durante a batalha, a vitória em Estalinegrado marcou o início da libertação da União Soviética, culminando com a vitória sobre a Alemanha Nazi em 1945.
3-Oque foi o Dia D e qual a sua importância?A luta na frente norte teve início em junho de 1944. Milhares de soldados aliados desembarcaram na Normandia, no norte da França. Essa manobra militar ficaria conhecida como o Dia D. 4- Sintetize a rendição alemã.
A primeira grande capitulação de uma grande formação do exército alemão aconteceu no dia 4 de maio de 1945. O marechal de campo britânico Bernard Montgomery recebeu a rendição parcial do almirante Hans Georg von Friedeburg.
A intenção de Friedeburg era possibilitar ao maior número de alemães, tanto soldados quanto civis, a fuga para o Ocidente. Foi assim que surgiu a situação em que um comandante suplicou ao inimigo que o tornasse prisioneiro, para assim escapar de outro inimigo.
Montgomery aceitou a rendição, mas descreveu mais tarde, de maneira descontraída, que deixou o almirante alemão esperando por um longo tempo.
A primeira capitulação em Lüneburg se estendeu a todos os soldados que combatiam ao Norte e ao Oeste do país, mas não para toda a Wehrmacht. Esta outra rendição foi recebida pelo general Dwight D. Eisenhower (EUA), em Reims, na França. Novamente Friedeburg foi o encarregado das negociações, e fez a seguinte oferta: os alemães continuariam resistindo no Leste, se o Ocidente estivesse disposto a uma paz moderada
5- Como terminou a Guerra no Extremo Oriente .A irrupção da guerra na Europa parecia, à primeira vista, proporcionar ao Japão uma oportunidade tradicionalmente favorável às suas ambições. No último meio século sua política constante fôra tirar proveito das dificuldades das potências européias para consolidar e estender sua posição no continente asiático. Um novo conflito, que absorvia todas as energias do Ocidente parecia ser a melhor garantia contra qualquer interferência eficaz nas atividades do Japão no Oriente.
Essas atividades eram agora orientadas para fins extremamente ambiciosos. Quando o Japão começou a desempenhar um papel nos negócios mundiais, no fim do século XIX, seu primeiro desejo foi proteger seus interesses essenciais contra a onda do imperialismo europeu, que se estendia rapidamente. Isto levou-o automaticamente a um imperialismo próprio, pois tal proteção parecia requerer a criação de uma esfera de influência - na realidade um Lebensraum japonês no continente vizinho. Mas, a partir de 1920, isto já era demasiado modesto para o espírito japonês, e o conceito de uma missão civilizadora especial apossara-se da imaginação dos mais ardentes nacionalistas nipônicos. "Está agora perfeitamente claro", escreveu um deles, "que a salvação de toda a raça humana constitui a missão de nosso império. As nações acham-se agora em uma situação de desordem. Se toda a raça humana observasse a virtude de nosso Imperador e viesse viver sob essa influência, então o futuro da humanidade seria iluminado".
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1- Quais foram os dois blocos formados durante a Segunda Guerra a partir da entrada de forças da União Soviética e dos Estados Unidos? Em 1917 ocorreu um fato histórico de extrema importância : a entrada dos Estados Unidos no conflito. Os EUA entraram ao lado da Tríplice Entente, pois havia acordos comerciais a defender, principalmente com Inglaterra e França. Este fato marcou a vitória da Entente, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial.
A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.
2-Qual a importância da batalha de Stalingrado?
A Batalha de Estalinegrado (ou Stalingrado) foi um ponto de mudança na Segunda Guerra Mundial, e é considerada uma das batalhas mais violentas da história. A batalha foi marcada pela sua brutalidade e pelo desrespeito por baixas civis em ambos os lados. A batalha inclui o ataque Alemão na cidade do sul da Rússia, Estalinegrado (hoje Volgogrado), a batalha dentro da cidade, e a contra-ofensiva Soviética que eventualmente emboscou e destruiu as forças Alemãs e do Eixo dentro e à volta da cidade. O total das baixas em ambos os lados é estimado em cerca de dois milhões de pessoas, incluindo civis. As forças do Eixo perderam um quarto do total dos seus homens na Frente de Este, e nunca se recuperaram da derrota. Para os soviéticos, que perderam mais de um milhão de soldados e de civis durante a batalha, a vitória em Estalinegrado marcou o início da libertação da União Soviética, culminando com a vitória sobre a Alemanha Nazi em 1945.
3-Oque foi o Dia D e qual a sua importância?A luta na frente norte teve início em junho de 1944. Milhares de soldados aliados desembarcaram na Normandia, no norte da França. Essa manobra militar ficaria conhecida como o Dia D. 4- Sintetize a rendição alemã.
A primeira grande capitulação de uma grande formação do exército alemão aconteceu no dia 4 de maio de 1945. O marechal de campo britânico Bernard Montgomery recebeu a rendição parcial do almirante Hans Georg von Friedeburg.
A intenção de Friedeburg era possibilitar ao maior número de alemães, tanto soldados quanto civis, a fuga para o Ocidente. Foi assim que surgiu a situação em que um comandante suplicou ao inimigo que o tornasse prisioneiro, para assim escapar de outro inimigo.
Montgomery aceitou a rendição, mas descreveu mais tarde, de maneira descontraída, que deixou o almirante alemão esperando por um longo tempo.
A primeira capitulação em Lüneburg se estendeu a todos os soldados que combatiam ao Norte e ao Oeste do país, mas não para toda a Wehrmacht. Esta outra rendição foi recebida pelo general Dwight D. Eisenhower (EUA), em Reims, na França. Novamente Friedeburg foi o encarregado das negociações, e fez a seguinte oferta: os alemães continuariam resistindo no Leste, se o Ocidente estivesse disposto a uma paz moderada
5- Como terminou a Guerra no Extremo Oriente .A irrupção da guerra na Europa parecia, à primeira vista, proporcionar ao Japão uma oportunidade tradicionalmente favorável às suas ambições. No último meio século sua política constante fôra tirar proveito das dificuldades das potências européias para consolidar e estender sua posição no continente asiático. Um novo conflito, que absorvia todas as energias do Ocidente parecia ser a melhor garantia contra qualquer interferência eficaz nas atividades do Japão no Oriente.
Essas atividades eram agora orientadas para fins extremamente ambiciosos. Quando o Japão começou a desempenhar um papel nos negócios mundiais, no fim do século XIX, seu primeiro desejo foi proteger seus interesses essenciais contra a onda do imperialismo europeu, que se estendia rapidamente. Isto levou-o automaticamente a um imperialismo próprio, pois tal proteção parecia requerer a criação de uma esfera de influência - na realidade um Lebensraum japonês no continente vizinho. Mas, a partir de 1920, isto já era demasiado modesto para o espírito japonês, e o conceito de uma missão civilizadora especial apossara-se da imaginação dos mais ardentes nacionalistas nipônicos. "Está agora perfeitamente claro", escreveu um deles, "que a salvação de toda a raça humana constitui a missão de nosso império. As nações acham-se agora em uma situação de desordem. Se toda a raça humana observasse a virtude de nosso Imperador e viesse viver sob essa influência, então o futuro da humanidade seria iluminado".
Pesquisa Página 14 ( Em Grupo)
Os ganhos sociais garantidos pela Revolução Cubana de 1959 são muito discutidos.
As áreas listadas na pesquisa têm grande importância na ilha de Cuba, uma vez que o
sistema educacional e o de saúde do país são amplamente citados e debatidos na
imprensa. Quanto à economia de mercado, ressalte as limitações decorrentes do
embargo econômico imposto pelos Estados Unidos e o relacionamento entre Cuba e a
Organização dos Estados Americanos (OEA). Também aponte o controle estatal de
mercado como uma opção política que integrou o modelo soviético, copiado por Cuba.
Pesquisa Pagina 14 (Individual)
A análise do discurso cinematográfico já foi bastante trabalhada em Situações de
Aprendizagem anteriores. Retomando alguns daqueles principais aspectos, procure
valorizar as análises que caminhem na direção da crítica da obra e da leitura das
intenções do autor. Estimule-os, conforme está orientado no Caderno do Aluno, a
buscar na internet críticas e resenhas relativas ao filme escolhido, independentemente de
o aluno ter ou não assistido ao filme. No caso de o filme ter sido assistido, peça que a
pesquisa seja realizada ao final, de forma a promover a comparação entre as discussões
de sala de aula e as críticas encontradas, propiciando, assim, com a sua mediação, a
análise de diferentes pontos de vista.
Caderno do Aluno Volume 3
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
TERROR ATÔMICO: O HOMEM TEM FUTURO?
Leitura e Análise de Texto e Imagem
Páginas 3-4
Oriente o preenchimento do quadro, destacando as diferenças entre os blocos de
tensão da Guerra Fria.
Principal organização bélica
Plano de auxílio econômico
Diferenças entre os sistemas
Bloco capitalista
Otan
Plano Marshall
Propriedade privada,
economia de mercado
Bloco socialista
Pacto de Varsóvia
Comecon
Propriedade estatal,
economia planificada
Página 5
A lista de músicas sugeridas pode exigir a participação de um professor de Inglês na
atividade, ou de alunos e professores que tenham facilidade para lidar com o idioma.
Estimule a busca de traduções disponíveis na internet e leia as letras das músicas em
conjunto com seus alunos.
Páginas 5-6
O texto deve conter elementos das discussões feitas em sala de aula sobre o “terror
atômico” presente na mentalidade da época, das músicas sugeridas para análise que
apresentam tal mentalidade, bem como do livro de Bertrand Russell.
Páginas 6-7
• Os Jogos Olímpicos de 1980 foram boicotados pelos EUA, e os de 1984, pela URSS.
• Trata-se de uma discussão pertinente ao contexto da Guerra Fria, em 1980, quando
os Jogos foram realizados em Moscou, sede do poderio soviético, e em 1984, em Los
Angeles, nos EUA. Porém, os americanos alegam um boicote provocado pela
invasão do Afeganistão por parte dos soviéticos em 1979.
• Os Jogos serviam como uma base de propaganda para os sistemas capitalista e socialista.
Portanto, para ambos os lados, a quantidade de medalhas simbolizava eficiência.
Páginas 7-9
1. a) Havia, por parte dos Estados Unidos e da União Soviética, um grande arsenal
atômico de reserva para evitar hostilidades. Tratava-se de uma corrida tecnológica e
bélica para a proteção de aliados e territórios.
b) Temia-se, na época, que, depois da utilização da primeira bomba, ataques em
cadeia destruíssem a vida na Terra. O massacre seria generalizado e, na ótica do
personagem de Kubrick, Dr. Fantástico, seria necessário selecionar, como defendiam
os nazistas, os “melhores da espécie” para que se protegessem dos efeitos da
radiação. Ou seja, não havia proteção para todos. Algum critério deveria ser levado
em conta para selecionar os sobreviventes e seria uma possibilidade para o
renascimento da eugenia e dos ideais nazistas.
2. Os alunos podem citar a Guerra da Coreia (1950-1953), a Guerra do Vietnã (1959-1975),
a invasão soviética no Afeganistão (1979-1989), a Revolução Cubana (1959) e a
Revolução Chinesa (1949).
3. a) As grandes potências divergiam, basicamente, pelos diferentes modelos
socioeconômicos que seguiam e defendiam. Após a Segunda Guerra Mundial, as
áreas reconstruídas por Estados Unidos e União Soviética foram divididas e
adotaram os modelos de seus centros.
b) A Guerra Fria teve alguns momentos bastante agitados e “quentes”, como a
Guerra do Vietnã e a da Coreia.
4. Alternativa b.
5. Alternativa a.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
REVOLUÇÃO CUBANA E PRODUÇÃO CULTURAL
Páginas 11-14
1. Professor, neste primeiro momento, os grupos deverão fixar sua atenção na compreensão
do texto e na identificação do posicionamento político do autor do texto que tiveram de
ler. Para analisar o posicionamento político do autor, mostre a eles que é importante
considerar o gênero textual por meio do qual esse autor expressa as suas ideias.
•
Texto 1: esse texto é uma notícia que retrata um fato ocorrido em um
determinado contexto. O autor tem por intenção, além de noticiar a ocorrência,
esclarecer as diferenças conceituais e, por conseguinte, políticas entre asilo e refúgio
político. Além desses aspectos, é preciso considerar que a ênfase dada pela mídia
brasileira ao caso dos cubanos e a forma como tal situação foi relatada na notícia lida
pelos alunos permitem o entendimento de que o autor teve a intenção de explicitar a
ausência de liberdade na sociedade cubana, quer por motivos políticos, ideológicos,
quer por motivos culturais.
•
Texto 2: esse texto, escrito em nome da Associação Nacional de Cubanos
Residentes no Brasil, é uma carta aberta, um texto argumentativo por meio do qual
essa instituição contesta uma matéria jornalística veiculada por um programa de
televisão, como também contesta a versão declarada à imprensa pelos músicos
cubanos que pedem asilo político ao Brasil. No texto, a referida associação denuncia
um suposto ardil dos músicos para a obtenção do asilo político, contestando a
condição deles como perseguidos políticos, já que vieram ao Brasil para cumprir um
contrato de trabalho. Enfaticamente, o autor do texto questiona o fato de a imprensa
somente destacar supostos problemas políticos e sociais de Cuba, sem relacioná-los
às suas causas, como o embargo econômico norte-americano. Também argumenta a
respeito dos avanços científicos desenvolvidos em Cuba, e que se tornaram
contribuições mundiais, claramente denunciando as intenções políticas daqueles que
dão destaque apenas aos problemas e não aos avanços da sociedade cubana.
2. Estimule a discussão no grupo sobre a opinião de cada aluno a respeito da situação
apresentada no texto lido. Para isso, peça a eles que se utilizem de notícias e
informações sobre a situação de Cuba.
3. Proponha aos alunos que sintetizem as informações apresentadas pelos grupos, já que
cada um deles focou a análise de um dos textos.
Página 14
A análise do discurso cinematográfico já foi bastante trabalhada em Situações de
Aprendizagem anteriores. Retomando alguns daqueles principais aspectos, procure
valorizar as análises que caminhem na direção da crítica da obra e da leitura das
intenções do autor. Estimule-os, conforme está orientado no Caderno do Aluno, a
buscar na internet críticas e resenhas relativas ao filme escolhido, independentemente de
o aluno ter ou não assistido ao filme. No caso de o filme ter sido assistido, peça que a
pesquisa seja realizada ao final, de forma a promover a comparação entre as discussões
de sala de aula e as críticas encontradas, propiciando, assim, com a sua mediação, a
análise de diferentes pontos de vista.
Páginas 14-15
Os ganhos sociais garantidos pela Revolução Cubana de 1959 são muito discutidos.
As áreas listadas na pesquisa têm grande importância na ilha de Cuba, uma vez que o
sistema educacional e o de saúde do país são amplamente citados e debatidos na
imprensa. Quanto à economia de mercado, ressalte as limitações decorrentes do
embargo econômico imposto pelos Estados Unidos e o relacionamento entre Cuba e a
Organização dos Estados Americanos (OEA). Também aponte o controle estatal de
mercado como uma opção política que integrou o modelo soviético, copiado por Cuba.
Páginas 15-17
1. a) A Emenda Platt facilitava a influência dos Estados Unidos no Caribe e na América
Central e criava um dispositivo legal na Constituição cubana para interferências no
país, tornando a ilha, praticamente, um protetorado norte-americano.
b) O intervencionismo ligado à política do Big Stick (Corolário Roosevelt), o
“grande porrete” dos Estados Unidos para lidar com os vizinhos.
c) A Revolução Cubana aproximou a ilha caribenha da União Soviética e criou um
contraponto ao domínio norte-americano na região.
2. a) Ernesto Guevara, apelidado “El Che” (uma expressão argentina), foi um médico que
dedicou sua vida às causas populares e revolucionárias, atuou como médico de
sindicatos e participou de revoluções de caráter socialista na América Latina e na África.
b) Cuba pretendia ser um bastião do socialismo na América Latina, e a
aproximação com a União Soviética fortaleceu belicamente a ilha, incomodando o
domínio norte-americano na região.
c) Grande parte dos governos militares na América Latina eram de direita e
defendiam os interesses norte-americanos e, dentro da bipolaridade da Guerra Fria, a
ideologia capitalista. E “El Che” era um líder socialista, por isso a perseguição.
3. A guerrilha é constituída de um exército não profissional, fundido à população civil,
e usa táticas de tocaia, emboscadas e ataques-surpresa. Não possui um quartel
aparente e se esconde em regiões de difícil acesso, como matas e ruínas. A
Revolução Cubana de 1959 utilizou uma guerrilha nesses moldes para derrubar as
tropas do ditador Fulgencio Batista.
4. Alternativa c.
5. Alternativa c.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
MOVIMENTO OPERÁRIO NO BRASIL NAS
DÉCADAS DE 1950 E 1960
Páginas 19-21
1. Espera-se que os alunos apontem que entre 1959 e 1963 o número de greves
aumentou significativamente, levantando hipóteses para os motivos de tal aumento.
2. Estimule uma leitura atenta das tabelas. Os alunos poderão perceber que, nos anos em
que mais houve greve, citados na primeira tabela, a inflação acumulada sofreu grandes
saltos. Ajude-os a reparar que ela subiu de cerca de 12% em 1958 para quase 36% em
1959 e se manteve em alto patamar, acima dos 25%, em todos os anos seguintes.
Ao longo da análise, ressalte alguns eventos importantes ocorridos no período,
principalmente o início do regime militar em 1964. Mostre para os alunos que, em
1964, a inflação chegou a 89,9%, mas a quantidade de greves caiu. A explicação para
tal fenômeno está relacionada à repressão e à diminuição da liberdade de expressão.
3. a) Quantidade de greves: 77.
b) Inflação anual: 78,4%.
c) Reajuste do salário-mínimo: de Cr$ 13 216,00, em 1961, para Cr$ 21 000,00, em
1963, o que equivale a um aumento de 56%.
4. Podemos perceber a crise da República brasileira no período ao analisar o ano de
1963: a grande quantidade de greves, a alta inflação e o reajuste insatisfatório do
salário-mínimo diante da inflação sustentam a tese de esgotamento financeiro dos
governos populistas.
Há, portanto, uma relação direta entre a situação econômica do período e o aumento
das greves no Rio de Janeiro, apresentada na primeira tabela (p. 19). Porém, somente
a conjuntura econômica não é suficiente para explicar a história do sindicalismo no
Brasil. Além disso, é preciso levar em conta o contexto externo.
Na década de 1950, o socialismo avançou em diversos países. Em 1949, a China
transformou-se em uma república socialista. O expansionismo da Coreia do Norte de
1950 a 1953, a formação do Vietnã do Norte socialista de Ho Chi Minh e a
Revolução Cubana em 1959 embalavam movimentos socialistas no mundo todo,
apesar do duro golpe de 1956, quando os crimes de Stalin foram revelados pelo novo
governo soviético de Nikita Kruchev e decepcionaram muitos dos seus defensores.
5. a) O sindicalismo brasileiro tinha uma forte ligação com o comunismo, e o fechamento
do Partido Comunista, em 1947, não afastou seus membros da militância política e
sindical. Diversos sindicatos foram criados ao longo do período estudado – em 1952,
eram 2 085 e, em 1964, chegaram a ser 3 187 organizações, segundo o IBGE.
b) A desvalorização da moeda e os reajustes insuficientes do salário-mínimo
contribuíram para esse quadro.
c) A luta sindical no Brasil nas décadas assinaladas contribuiu para a consolidação
dos direitos trabalhistas e para a manifestação da insatisfação da classe, algo proibido
durante os anos de ditadura e retomado somente na década de 1980.
d) O socialismo defende a organização do movimento operário no mundo inteiro.
Página 22
O aluno deve assinalar que a existência desses órgãos são sinais de liberdade de
manifestação democrática e que as suas finalidades são variadas, incluindo desde a
negociação de reajustes salariais e a luta pelas garantias da classe até assessoria jurídica
e cursos de formação.
Os sindicatos de trabalhadores respondem pela classe operária, enquanto os
sindicatos patronais respondem pelos empregadores. Ambos estão sujeitos a legislação
específica e têm seus direitos de manifestação assegurados pela Constituição.
Páginas 22-23
Ao orientar a realização desta atividade, lembre os alunos de que o cálculo da inflação
acumulada é uma conta de juros compostos (e não uma simples somatória); o professor de
Matemática pode auxiliá-lo na explicação desses dados aos alunos, caso seja necessário.
Para a montagem da tabela de inflação acumulada nos diferentes períodos, foram
considerados os percentuais anuais da inflação (apresentados na tabela da página 20) e
seguidos os passos apresentados à próxima página.
• cálculo da taxa de inflação de cada ano (iano), por meio da seguinte fórmula:
I
, onde I é a inflação acumulada de cada ano. Por exemplo:
100
iano
27,1
0,271
100
i1954
• cálculo da inflação acumulada nos períodos solicitados na tabela (Iperíodo), por meio da
seguinte fórmula, que varia de acordo com o número de anos que compõem o período:
I período 1 iano 1*100 , no caso de o período ser de 1 ano;
I período 1 iano 1 * 1 iano 2 1 *100 , no caso de o período ser de 2 anos;
* 1 i 1*100 , no caso de o período ser de 3 anos;
1 i * 1 i
I período
e assim sucessivamente. Um exemplo, relativo ao período de 1962 a 1964:
I1962-1964 1 i1962 * 1 i1963 * 1 i1964 1*100
I1962-1964 1 0,501 * 1 0,784 * 1 0,899 1*100
I1962-1964 - 1,501* 1,784 * 1,899 1*100
I1962-1964 -5,085 1*100 4,085 *100 408,5%
ano 1
ano 2
ano 3
Já o cálculo do número de greves é simples, bastando somar os dados relativos a
cada ano. A tabela completamente preenchida deverá apresentar os seguintes dados:
Períodos
1954
1955
1956-1960
1961
1962-1964
Inflação acumulada no período No de greves
27,1%
11,8%
164,7%
34,7%
408,5%
14
18
112
56
176
A partir do preenchimento da tabela, os alunos poderão responder às questões
apresentadas. Para tanto, podem adotar duas saídas ao relacionar os dados da tabela aos
mandatos dos diferentes Presidentes da República de 1951 a 1964, ambos apresentados
na página 22.
a) considerar o ano inteiro de um gestão interrompida ao longo do ano: Getúlio Vargas,
Jânio Quadros e João Goulart;
b) desconsiderar o ano final das gestões de Getúlio Vargas e Jânio Quadros no cômputo
das gestões que as sucederam: excluir os dados de 1954 no cálculo nos governos de
transição entre Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, como também descartar os
valores de 1961 na caracterização do primeiro mandato de João Goulart. A relação
estabelecida, portanto, seria a seguinte:
Períodos
1954
1955
1956-1960
1961
1962-1964
Governos
Getúlio Vargas
Transição GV para JK
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
2a possibilidade – Os alunos podem:
a) considerar o ano inteiro de uma gestão interrompida ao longo do ano: Getúlio
Vargas, Jânio Quadros e João Goulart;
b) considerar o ano final das gestões de Getúlio Vargas e Jânio Quadros também no
cômputo das gestões que as sucederam: incluir os dados de 1954 no cálculo nos
governos de transição entre Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, como também
agregar os valores de 1961 na caracterização do primeiro mandato de João Goulart.
A relação estabelecida, portanto, seria a seguinte:
Períodos
1954
1954-1955
1956-1960
1961
1961-1964
Governos
Getúlio Vargas
Transição GV para JK
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
No entanto, em qualquer uma das possibilidades, o governo que apresentou maior
inflação acumulada e o maior número de greves será o mesmo. Espera-se, então, que as
respostas às questões propostas na página 23 sejam similares às seguintes.
• Ao relacionar os dados da tabela referentes à inflação acumulada com o quadro, os
alunos poderão considerar:
–
Governo Vargas (1954): como só há um ano disponível na tabela, é impossível
avaliar a inflação acumulada no período; mas, no ano de sua morte, chegou a 27,1%;
–
Transição para JK (1954-1955): em 1955, houve um recuo da inflação para a
casa dos 11,8%; se for considerada a inflação do biênio 1954/1955 (Getúlio morreu
em agosto de 1954), o acúmulo dos anos de transição ficou em 42,1%;
–
Governo JK (1956-1960): manteve-se estável no começo do governo, mas
disparou nos últimos anos. Acumulado de 164,7%;
–
Governo Jânio Quadros (1961): governou durante pouco tempo, de janeiro a
agosto de 1961, mas esse ano foi marcado por uma inflação de 34,7%;
–
Governo João Goulart (1961-1964): o período 1962-1964 foi de grande inflação,
com um acumulado de 408,5%; incluindo-se a esse valor o dado de 1961, o
acumulado sobe para 585,0%.
Com base nessas considerações, os alunos vão perceber que o governo que sofreu maior
inflação acumulada foi o de João Goulart. Na primeira fase de seu governo, ele buscou
conter a inflação com a criação do Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e
Social, procurando, a partir de uma política de estabilização, conter o déficit público. No
entanto, as dificuldades políticas e a alta inflacionária dificultaram a desejada
estabilidade que o Plano objetivava. Já no ano de 1963, o governo passou a conceder
reajustes salariais para o funcionalismo público e a aumentar o salário-mínimo, como
também iniciou uma ampla gama de reformas – agrária, educacional, bancária –, que
prenunciaram a implantação da Ditadura Militar em 1964.
• Ao relacionar os dados da tabela referentes ao número de greves com o quadro, os
alunos poderão considerar:
–
Governo Vargas (1954): 14 greves;
–
Transição para JK (1954-1955): em 1955, ocorreram 18 greves; se for
considerado o biênio 1954/1955, esse número sobe para 32;
–
Governo JK (1956-1960): 112 greves.
–
Governo Jânio Quadros (1961): 56 greves.
–
Governo João Goulart (1961-1964): no período de 1962 a 1964, houve 176
greves; incluindo-se a esse valor o dado de 1961, o total de greves passa a ser 232.
Com base nessas considerações, os alunos vão perceber que o governo que presenciou
a maior quantidade de greves foi o de João Goulart. As restrições de mobilidade
política do presidente na fase parlamentarista tiveram como consequência o aumento
do custo de vida e a venda de alimentos com ágio por parte dos grandes comerciantes,
além do aumento inflacionário decorrente das contradições da política econômica
contida no Plano Trienal, que visava, paradoxalmente, o crescimento econômico e a
contenção da inflação. Esse quadro social agravou-se, particularmente, após 1963,
quando Jango recuperou os poderes típicos de um presidente em um regime
presidencialista, após a realização de um plebiscito no qual a população pôde opinar a
respeito da manutenção ou não do regime parlamentarista, em vigor até então no País.
Em 1963, a ampla gama de reformas levou ao aumento do número de greves no Brasil,
tanto nas zonas urbanas quanto rurais, tornando-se uma marca histórica. Nesse ano, por
exemplo, ocorreu a mais marcante das greves, conhecida como a “greve dos 700 mil”,
unificando as campanhas salariais de diferentes categorias profissionais.
Páginas 23-24
1. O rádio era o principal meio de difusão cultural até a década de 1960, quando novelas,
músicas e notícias eram escutadas por boa parcela da população, posição que somente
foi alterada com a chegada da televisão e a sua progressiva popularização.
2. A democracia brasileira pós-Segunda Guerra Mundial sofreu diversas tentativas de
golpes e violações dos direitos democráticos, como a liberdade política, as eleições e
a liberdade de expressão. Nas datas referidas ocorreram rupturas de mandatos
presidenciais que abalaram o andamento republicano: em 1954, o suicídio de Vargas
e a tentativa de golpe, frustrado, de interesse das Forças Armadas e da UDN; em
1961, a renúncia de Jânio Quadros, ocasionada por pressões externas, e o seu
rompimento com a UDN; e, em 1964, o início do regime militar no Brasil.
3. Depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos passaram a exportar o
american way of life com muita intensidade. Fazia parte do beneficiamento
econômico para os países destruídos e novos aliados a demonstração da qualidade de
vida e consumo norte-americanos. Paralelamente, a música popular foi
marcadamente influenciada pelo rock’n’roll nascido nos Estados Unidos, bem como
o cinema passou a difundir os hábitos e a moda norte-americanos.
4. Alternativa b. Os políticos indicados constituíram as bases de seus governos por
meio da busca de apoio da classe operária, concedendo benefícios aos trabalhadores
e adotando medidas populares.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
TORTURA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA
Páginas 26-28
1. A morte do filho de Zuzu Angel foi revelada pelo relato de outro preso, Alex Polari,
que presenciou a tortura de Stuart no pátio da prisão da Aeronáutica. Segundo tal
relato, o rapaz havia sido amarrado em um jipe e arrastado com o rosto junto do
escapamento do utilitário. Stuart, que já teria sido torturado anteriormente, não
resistiu aos ferimentos e à asfixia provocada pela fumaça do escapamento e morreu.
Suspeita-se de que seu corpo, como diversos outros, foi atirado ao mar.
Para maiores informações para a condução desta atividade e a análise da letra de
música, consulte a página 28 do Caderno do Professor.
2. a) Os governos militares latino-americanos, de maneira geral, mascaravam a
ditadura para evitar críticas de órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos.
Legalmente, não poderia haver tortura no Brasil, e, no entanto, ela era praticada nos
porões. Então, como se pode perceber na carta do Palácio do Planalto, tentava-se
manter uma aparência de liberdade no Brasil.
b) Os torturados eram pessoas consideradas subversivas, e foram perseguidos pela
polícia em razão do seu suposto envolvimento com grupos guerrilheiros que
promoviam assaltos a bancos, atentados contra apoiadores do regime militar e
sequestros de autoridades diplomáticas internacionais, ou simplesmente pessoas que
a máquina de repressão presumia que fossem fonte de informações importantes.
c) Os governos ditatoriais latino-americanos, em sua maioria, eram regimes de
direita que abominavam a ideologia socialista. No contexto da Guerra Fria, sustentar
ditaduras militares era uma forma eficaz, para os norte-americanos, de conter o
avanço do socialismo e, consequentemente, da então URSS.
3. Há diversas implicações, tal como a descoberta de mais nomes de pessoas ligadas à
tortura e que ainda hoje estão vivas. No Brasil, durante as negociações de abertura do
regime, a anistia foi geral e irrestrita. Os militares libertaram presos políticos e
conseguiram garantir a manutenção do sigilo de documentos incriminatórios.
Páginas 28-30
1. Quando Vargas se suicidou, em 1954, havia uma forte pressão do capital estrangeiro
contra sua política nacionalista, evidente no controle exclusivo da exploração do
petróleo pelo Estado. As suspeitas levantadas sobre o envolvimento de Vargas no
atentado da Rua Tonelero e o seu passado ditatorial contribuíram para a crise política
de seu governo, que, além do suicídio, foi marcado no final por uma tentativa de
golpe militar. No caso de Jânio Quadros, a Guerra Fria chegava à sua década mais
acirrada, e a aproximação do Brasil a Cuba e ao bloco socialista não foi aceita pelos
norte-americanos nem pela direita brasileira. Após a sua renúncia e o governo de seu
vice, João Goulart, os militares chegaram ao poder efetivamente.
2. O autor explica que a ascensão dos militares ao poder ocorreu em virtude de uma
ineficiência do Executivo em lidar com a estagnação econômica e com as
reivindicações das classes trabalhadoras.
3. a) As ditaduras militares latino-americanas eram regimes sustentados pela direita e
pela classe média dos países em que se instauraram. Os governos asseguravam um
regime de repressão ao avanço do socialismo, além de favorecer seus aliados
econômicos, e suas políticas de desenvolvimento nacionais eram elaboradas de modo
a privilegiar o capital estrangeiro.
b) Podemos citar, entre outros, a Argentina, o Chile, o Paraguai e o Uruguai.
4. Alternativa c. As medidas divulgadas pelo anúncio das Reformas de Base no governo
de Goulart e o passado do presidente ligado ao getulismo contribuíram para a
insatisfação das Forças Armadas com o rumo da política brasileira, o que alimentava
o forte desejo de intervir e afastar João Goulart da Presidência.
5. Alternativa d. A tortura não era oficializada pelas Forças Armadas e, durante a
ditadura, a morte e o desaparecimento das vítimas de perseguições e torturas eram
justificados como suicídio, briga ou simples desaparecimento.
TERROR ATÔMICO: O HOMEM TEM FUTURO?
Leitura e Análise de Texto e Imagem
Páginas 3-4
Oriente o preenchimento do quadro, destacando as diferenças entre os blocos de
tensão da Guerra Fria.
Principal organização bélica
Plano de auxílio econômico
Diferenças entre os sistemas
Bloco capitalista
Otan
Plano Marshall
Propriedade privada,
economia de mercado
Bloco socialista
Pacto de Varsóvia
Comecon
Propriedade estatal,
economia planificada
Página 5
A lista de músicas sugeridas pode exigir a participação de um professor de Inglês na
atividade, ou de alunos e professores que tenham facilidade para lidar com o idioma.
Estimule a busca de traduções disponíveis na internet e leia as letras das músicas em
conjunto com seus alunos.
Páginas 5-6
O texto deve conter elementos das discussões feitas em sala de aula sobre o “terror
atômico” presente na mentalidade da época, das músicas sugeridas para análise que
apresentam tal mentalidade, bem como do livro de Bertrand Russell.
Páginas 6-7
• Os Jogos Olímpicos de 1980 foram boicotados pelos EUA, e os de 1984, pela URSS.
• Trata-se de uma discussão pertinente ao contexto da Guerra Fria, em 1980, quando
os Jogos foram realizados em Moscou, sede do poderio soviético, e em 1984, em Los
Angeles, nos EUA. Porém, os americanos alegam um boicote provocado pela
invasão do Afeganistão por parte dos soviéticos em 1979.
• Os Jogos serviam como uma base de propaganda para os sistemas capitalista e socialista.
Portanto, para ambos os lados, a quantidade de medalhas simbolizava eficiência.
Páginas 7-9
1. a) Havia, por parte dos Estados Unidos e da União Soviética, um grande arsenal
atômico de reserva para evitar hostilidades. Tratava-se de uma corrida tecnológica e
bélica para a proteção de aliados e territórios.
b) Temia-se, na época, que, depois da utilização da primeira bomba, ataques em
cadeia destruíssem a vida na Terra. O massacre seria generalizado e, na ótica do
personagem de Kubrick, Dr. Fantástico, seria necessário selecionar, como defendiam
os nazistas, os “melhores da espécie” para que se protegessem dos efeitos da
radiação. Ou seja, não havia proteção para todos. Algum critério deveria ser levado
em conta para selecionar os sobreviventes e seria uma possibilidade para o
renascimento da eugenia e dos ideais nazistas.
2. Os alunos podem citar a Guerra da Coreia (1950-1953), a Guerra do Vietnã (1959-1975),
a invasão soviética no Afeganistão (1979-1989), a Revolução Cubana (1959) e a
Revolução Chinesa (1949).
3. a) As grandes potências divergiam, basicamente, pelos diferentes modelos
socioeconômicos que seguiam e defendiam. Após a Segunda Guerra Mundial, as
áreas reconstruídas por Estados Unidos e União Soviética foram divididas e
adotaram os modelos de seus centros.
b) A Guerra Fria teve alguns momentos bastante agitados e “quentes”, como a
Guerra do Vietnã e a da Coreia.
4. Alternativa b.
5. Alternativa a.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
REVOLUÇÃO CUBANA E PRODUÇÃO CULTURAL
Páginas 11-14
1. Professor, neste primeiro momento, os grupos deverão fixar sua atenção na compreensão
do texto e na identificação do posicionamento político do autor do texto que tiveram de
ler. Para analisar o posicionamento político do autor, mostre a eles que é importante
considerar o gênero textual por meio do qual esse autor expressa as suas ideias.
•
Texto 1: esse texto é uma notícia que retrata um fato ocorrido em um
determinado contexto. O autor tem por intenção, além de noticiar a ocorrência,
esclarecer as diferenças conceituais e, por conseguinte, políticas entre asilo e refúgio
político. Além desses aspectos, é preciso considerar que a ênfase dada pela mídia
brasileira ao caso dos cubanos e a forma como tal situação foi relatada na notícia lida
pelos alunos permitem o entendimento de que o autor teve a intenção de explicitar a
ausência de liberdade na sociedade cubana, quer por motivos políticos, ideológicos,
quer por motivos culturais.
•
Texto 2: esse texto, escrito em nome da Associação Nacional de Cubanos
Residentes no Brasil, é uma carta aberta, um texto argumentativo por meio do qual
essa instituição contesta uma matéria jornalística veiculada por um programa de
televisão, como também contesta a versão declarada à imprensa pelos músicos
cubanos que pedem asilo político ao Brasil. No texto, a referida associação denuncia
um suposto ardil dos músicos para a obtenção do asilo político, contestando a
condição deles como perseguidos políticos, já que vieram ao Brasil para cumprir um
contrato de trabalho. Enfaticamente, o autor do texto questiona o fato de a imprensa
somente destacar supostos problemas políticos e sociais de Cuba, sem relacioná-los
às suas causas, como o embargo econômico norte-americano. Também argumenta a
respeito dos avanços científicos desenvolvidos em Cuba, e que se tornaram
contribuições mundiais, claramente denunciando as intenções políticas daqueles que
dão destaque apenas aos problemas e não aos avanços da sociedade cubana.
2. Estimule a discussão no grupo sobre a opinião de cada aluno a respeito da situação
apresentada no texto lido. Para isso, peça a eles que se utilizem de notícias e
informações sobre a situação de Cuba.
3. Proponha aos alunos que sintetizem as informações apresentadas pelos grupos, já que
cada um deles focou a análise de um dos textos.
Página 14
A análise do discurso cinematográfico já foi bastante trabalhada em Situações de
Aprendizagem anteriores. Retomando alguns daqueles principais aspectos, procure
valorizar as análises que caminhem na direção da crítica da obra e da leitura das
intenções do autor. Estimule-os, conforme está orientado no Caderno do Aluno, a
buscar na internet críticas e resenhas relativas ao filme escolhido, independentemente de
o aluno ter ou não assistido ao filme. No caso de o filme ter sido assistido, peça que a
pesquisa seja realizada ao final, de forma a promover a comparação entre as discussões
de sala de aula e as críticas encontradas, propiciando, assim, com a sua mediação, a
análise de diferentes pontos de vista.
Páginas 14-15
Os ganhos sociais garantidos pela Revolução Cubana de 1959 são muito discutidos.
As áreas listadas na pesquisa têm grande importância na ilha de Cuba, uma vez que o
sistema educacional e o de saúde do país são amplamente citados e debatidos na
imprensa. Quanto à economia de mercado, ressalte as limitações decorrentes do
embargo econômico imposto pelos Estados Unidos e o relacionamento entre Cuba e a
Organização dos Estados Americanos (OEA). Também aponte o controle estatal de
mercado como uma opção política que integrou o modelo soviético, copiado por Cuba.
Páginas 15-17
1. a) A Emenda Platt facilitava a influência dos Estados Unidos no Caribe e na América
Central e criava um dispositivo legal na Constituição cubana para interferências no
país, tornando a ilha, praticamente, um protetorado norte-americano.
b) O intervencionismo ligado à política do Big Stick (Corolário Roosevelt), o
“grande porrete” dos Estados Unidos para lidar com os vizinhos.
c) A Revolução Cubana aproximou a ilha caribenha da União Soviética e criou um
contraponto ao domínio norte-americano na região.
2. a) Ernesto Guevara, apelidado “El Che” (uma expressão argentina), foi um médico que
dedicou sua vida às causas populares e revolucionárias, atuou como médico de
sindicatos e participou de revoluções de caráter socialista na América Latina e na África.
b) Cuba pretendia ser um bastião do socialismo na América Latina, e a
aproximação com a União Soviética fortaleceu belicamente a ilha, incomodando o
domínio norte-americano na região.
c) Grande parte dos governos militares na América Latina eram de direita e
defendiam os interesses norte-americanos e, dentro da bipolaridade da Guerra Fria, a
ideologia capitalista. E “El Che” era um líder socialista, por isso a perseguição.
3. A guerrilha é constituída de um exército não profissional, fundido à população civil,
e usa táticas de tocaia, emboscadas e ataques-surpresa. Não possui um quartel
aparente e se esconde em regiões de difícil acesso, como matas e ruínas. A
Revolução Cubana de 1959 utilizou uma guerrilha nesses moldes para derrubar as
tropas do ditador Fulgencio Batista.
4. Alternativa c.
5. Alternativa c.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
MOVIMENTO OPERÁRIO NO BRASIL NAS
DÉCADAS DE 1950 E 1960
Páginas 19-21
1. Espera-se que os alunos apontem que entre 1959 e 1963 o número de greves
aumentou significativamente, levantando hipóteses para os motivos de tal aumento.
2. Estimule uma leitura atenta das tabelas. Os alunos poderão perceber que, nos anos em
que mais houve greve, citados na primeira tabela, a inflação acumulada sofreu grandes
saltos. Ajude-os a reparar que ela subiu de cerca de 12% em 1958 para quase 36% em
1959 e se manteve em alto patamar, acima dos 25%, em todos os anos seguintes.
Ao longo da análise, ressalte alguns eventos importantes ocorridos no período,
principalmente o início do regime militar em 1964. Mostre para os alunos que, em
1964, a inflação chegou a 89,9%, mas a quantidade de greves caiu. A explicação para
tal fenômeno está relacionada à repressão e à diminuição da liberdade de expressão.
3. a) Quantidade de greves: 77.
b) Inflação anual: 78,4%.
c) Reajuste do salário-mínimo: de Cr$ 13 216,00, em 1961, para Cr$ 21 000,00, em
1963, o que equivale a um aumento de 56%.
4. Podemos perceber a crise da República brasileira no período ao analisar o ano de
1963: a grande quantidade de greves, a alta inflação e o reajuste insatisfatório do
salário-mínimo diante da inflação sustentam a tese de esgotamento financeiro dos
governos populistas.
Há, portanto, uma relação direta entre a situação econômica do período e o aumento
das greves no Rio de Janeiro, apresentada na primeira tabela (p. 19). Porém, somente
a conjuntura econômica não é suficiente para explicar a história do sindicalismo no
Brasil. Além disso, é preciso levar em conta o contexto externo.
Na década de 1950, o socialismo avançou em diversos países. Em 1949, a China
transformou-se em uma república socialista. O expansionismo da Coreia do Norte de
1950 a 1953, a formação do Vietnã do Norte socialista de Ho Chi Minh e a
Revolução Cubana em 1959 embalavam movimentos socialistas no mundo todo,
apesar do duro golpe de 1956, quando os crimes de Stalin foram revelados pelo novo
governo soviético de Nikita Kruchev e decepcionaram muitos dos seus defensores.
5. a) O sindicalismo brasileiro tinha uma forte ligação com o comunismo, e o fechamento
do Partido Comunista, em 1947, não afastou seus membros da militância política e
sindical. Diversos sindicatos foram criados ao longo do período estudado – em 1952,
eram 2 085 e, em 1964, chegaram a ser 3 187 organizações, segundo o IBGE.
b) A desvalorização da moeda e os reajustes insuficientes do salário-mínimo
contribuíram para esse quadro.
c) A luta sindical no Brasil nas décadas assinaladas contribuiu para a consolidação
dos direitos trabalhistas e para a manifestação da insatisfação da classe, algo proibido
durante os anos de ditadura e retomado somente na década de 1980.
d) O socialismo defende a organização do movimento operário no mundo inteiro.
Página 22
O aluno deve assinalar que a existência desses órgãos são sinais de liberdade de
manifestação democrática e que as suas finalidades são variadas, incluindo desde a
negociação de reajustes salariais e a luta pelas garantias da classe até assessoria jurídica
e cursos de formação.
Os sindicatos de trabalhadores respondem pela classe operária, enquanto os
sindicatos patronais respondem pelos empregadores. Ambos estão sujeitos a legislação
específica e têm seus direitos de manifestação assegurados pela Constituição.
Páginas 22-23
Ao orientar a realização desta atividade, lembre os alunos de que o cálculo da inflação
acumulada é uma conta de juros compostos (e não uma simples somatória); o professor de
Matemática pode auxiliá-lo na explicação desses dados aos alunos, caso seja necessário.
Para a montagem da tabela de inflação acumulada nos diferentes períodos, foram
considerados os percentuais anuais da inflação (apresentados na tabela da página 20) e
seguidos os passos apresentados à próxima página.
• cálculo da taxa de inflação de cada ano (iano), por meio da seguinte fórmula:
I
, onde I é a inflação acumulada de cada ano. Por exemplo:
100
iano
27,1
0,271
100
i1954
• cálculo da inflação acumulada nos períodos solicitados na tabela (Iperíodo), por meio da
seguinte fórmula, que varia de acordo com o número de anos que compõem o período:
I período 1 iano 1*100 , no caso de o período ser de 1 ano;
I período 1 iano 1 * 1 iano 2 1 *100 , no caso de o período ser de 2 anos;
* 1 i 1*100 , no caso de o período ser de 3 anos;
1 i * 1 i
I período
e assim sucessivamente. Um exemplo, relativo ao período de 1962 a 1964:
I1962-1964 1 i1962 * 1 i1963 * 1 i1964 1*100
I1962-1964 1 0,501 * 1 0,784 * 1 0,899 1*100
I1962-1964 - 1,501* 1,784 * 1,899 1*100
I1962-1964 -5,085 1*100 4,085 *100 408,5%
ano 1
ano 2
ano 3
Já o cálculo do número de greves é simples, bastando somar os dados relativos a
cada ano. A tabela completamente preenchida deverá apresentar os seguintes dados:
Períodos
1954
1955
1956-1960
1961
1962-1964
Inflação acumulada no período No de greves
27,1%
11,8%
164,7%
34,7%
408,5%
14
18
112
56
176
A partir do preenchimento da tabela, os alunos poderão responder às questões
apresentadas. Para tanto, podem adotar duas saídas ao relacionar os dados da tabela aos
mandatos dos diferentes Presidentes da República de 1951 a 1964, ambos apresentados
na página 22.
a) considerar o ano inteiro de um gestão interrompida ao longo do ano: Getúlio Vargas,
Jânio Quadros e João Goulart;
b) desconsiderar o ano final das gestões de Getúlio Vargas e Jânio Quadros no cômputo
das gestões que as sucederam: excluir os dados de 1954 no cálculo nos governos de
transição entre Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, como também descartar os
valores de 1961 na caracterização do primeiro mandato de João Goulart. A relação
estabelecida, portanto, seria a seguinte:
Períodos
1954
1955
1956-1960
1961
1962-1964
Governos
Getúlio Vargas
Transição GV para JK
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
2a possibilidade – Os alunos podem:
a) considerar o ano inteiro de uma gestão interrompida ao longo do ano: Getúlio
Vargas, Jânio Quadros e João Goulart;
b) considerar o ano final das gestões de Getúlio Vargas e Jânio Quadros também no
cômputo das gestões que as sucederam: incluir os dados de 1954 no cálculo nos
governos de transição entre Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek, como também
agregar os valores de 1961 na caracterização do primeiro mandato de João Goulart.
A relação estabelecida, portanto, seria a seguinte:
Períodos
1954
1954-1955
1956-1960
1961
1961-1964
Governos
Getúlio Vargas
Transição GV para JK
Juscelino Kubitschek
Jânio Quadros
João Goulart
No entanto, em qualquer uma das possibilidades, o governo que apresentou maior
inflação acumulada e o maior número de greves será o mesmo. Espera-se, então, que as
respostas às questões propostas na página 23 sejam similares às seguintes.
• Ao relacionar os dados da tabela referentes à inflação acumulada com o quadro, os
alunos poderão considerar:
–
Governo Vargas (1954): como só há um ano disponível na tabela, é impossível
avaliar a inflação acumulada no período; mas, no ano de sua morte, chegou a 27,1%;
–
Transição para JK (1954-1955): em 1955, houve um recuo da inflação para a
casa dos 11,8%; se for considerada a inflação do biênio 1954/1955 (Getúlio morreu
em agosto de 1954), o acúmulo dos anos de transição ficou em 42,1%;
–
Governo JK (1956-1960): manteve-se estável no começo do governo, mas
disparou nos últimos anos. Acumulado de 164,7%;
–
Governo Jânio Quadros (1961): governou durante pouco tempo, de janeiro a
agosto de 1961, mas esse ano foi marcado por uma inflação de 34,7%;
–
Governo João Goulart (1961-1964): o período 1962-1964 foi de grande inflação,
com um acumulado de 408,5%; incluindo-se a esse valor o dado de 1961, o
acumulado sobe para 585,0%.
Com base nessas considerações, os alunos vão perceber que o governo que sofreu maior
inflação acumulada foi o de João Goulart. Na primeira fase de seu governo, ele buscou
conter a inflação com a criação do Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e
Social, procurando, a partir de uma política de estabilização, conter o déficit público. No
entanto, as dificuldades políticas e a alta inflacionária dificultaram a desejada
estabilidade que o Plano objetivava. Já no ano de 1963, o governo passou a conceder
reajustes salariais para o funcionalismo público e a aumentar o salário-mínimo, como
também iniciou uma ampla gama de reformas – agrária, educacional, bancária –, que
prenunciaram a implantação da Ditadura Militar em 1964.
• Ao relacionar os dados da tabela referentes ao número de greves com o quadro, os
alunos poderão considerar:
–
Governo Vargas (1954): 14 greves;
–
Transição para JK (1954-1955): em 1955, ocorreram 18 greves; se for
considerado o biênio 1954/1955, esse número sobe para 32;
–
Governo JK (1956-1960): 112 greves.
–
Governo Jânio Quadros (1961): 56 greves.
–
Governo João Goulart (1961-1964): no período de 1962 a 1964, houve 176
greves; incluindo-se a esse valor o dado de 1961, o total de greves passa a ser 232.
Com base nessas considerações, os alunos vão perceber que o governo que presenciou
a maior quantidade de greves foi o de João Goulart. As restrições de mobilidade
política do presidente na fase parlamentarista tiveram como consequência o aumento
do custo de vida e a venda de alimentos com ágio por parte dos grandes comerciantes,
além do aumento inflacionário decorrente das contradições da política econômica
contida no Plano Trienal, que visava, paradoxalmente, o crescimento econômico e a
contenção da inflação. Esse quadro social agravou-se, particularmente, após 1963,
quando Jango recuperou os poderes típicos de um presidente em um regime
presidencialista, após a realização de um plebiscito no qual a população pôde opinar a
respeito da manutenção ou não do regime parlamentarista, em vigor até então no País.
Em 1963, a ampla gama de reformas levou ao aumento do número de greves no Brasil,
tanto nas zonas urbanas quanto rurais, tornando-se uma marca histórica. Nesse ano, por
exemplo, ocorreu a mais marcante das greves, conhecida como a “greve dos 700 mil”,
unificando as campanhas salariais de diferentes categorias profissionais.
Páginas 23-24
1. O rádio era o principal meio de difusão cultural até a década de 1960, quando novelas,
músicas e notícias eram escutadas por boa parcela da população, posição que somente
foi alterada com a chegada da televisão e a sua progressiva popularização.
2. A democracia brasileira pós-Segunda Guerra Mundial sofreu diversas tentativas de
golpes e violações dos direitos democráticos, como a liberdade política, as eleições e
a liberdade de expressão. Nas datas referidas ocorreram rupturas de mandatos
presidenciais que abalaram o andamento republicano: em 1954, o suicídio de Vargas
e a tentativa de golpe, frustrado, de interesse das Forças Armadas e da UDN; em
1961, a renúncia de Jânio Quadros, ocasionada por pressões externas, e o seu
rompimento com a UDN; e, em 1964, o início do regime militar no Brasil.
3. Depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos passaram a exportar o
american way of life com muita intensidade. Fazia parte do beneficiamento
econômico para os países destruídos e novos aliados a demonstração da qualidade de
vida e consumo norte-americanos. Paralelamente, a música popular foi
marcadamente influenciada pelo rock’n’roll nascido nos Estados Unidos, bem como
o cinema passou a difundir os hábitos e a moda norte-americanos.
4. Alternativa b. Os políticos indicados constituíram as bases de seus governos por
meio da busca de apoio da classe operária, concedendo benefícios aos trabalhadores
e adotando medidas populares.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
TORTURA E DIREITOS HUMANOS NA AMÉRICA LATINA
Páginas 26-28
1. A morte do filho de Zuzu Angel foi revelada pelo relato de outro preso, Alex Polari,
que presenciou a tortura de Stuart no pátio da prisão da Aeronáutica. Segundo tal
relato, o rapaz havia sido amarrado em um jipe e arrastado com o rosto junto do
escapamento do utilitário. Stuart, que já teria sido torturado anteriormente, não
resistiu aos ferimentos e à asfixia provocada pela fumaça do escapamento e morreu.
Suspeita-se de que seu corpo, como diversos outros, foi atirado ao mar.
Para maiores informações para a condução desta atividade e a análise da letra de
música, consulte a página 28 do Caderno do Professor.
2. a) Os governos militares latino-americanos, de maneira geral, mascaravam a
ditadura para evitar críticas de órgãos internacionais de defesa dos direitos humanos.
Legalmente, não poderia haver tortura no Brasil, e, no entanto, ela era praticada nos
porões. Então, como se pode perceber na carta do Palácio do Planalto, tentava-se
manter uma aparência de liberdade no Brasil.
b) Os torturados eram pessoas consideradas subversivas, e foram perseguidos pela
polícia em razão do seu suposto envolvimento com grupos guerrilheiros que
promoviam assaltos a bancos, atentados contra apoiadores do regime militar e
sequestros de autoridades diplomáticas internacionais, ou simplesmente pessoas que
a máquina de repressão presumia que fossem fonte de informações importantes.
c) Os governos ditatoriais latino-americanos, em sua maioria, eram regimes de
direita que abominavam a ideologia socialista. No contexto da Guerra Fria, sustentar
ditaduras militares era uma forma eficaz, para os norte-americanos, de conter o
avanço do socialismo e, consequentemente, da então URSS.
3. Há diversas implicações, tal como a descoberta de mais nomes de pessoas ligadas à
tortura e que ainda hoje estão vivas. No Brasil, durante as negociações de abertura do
regime, a anistia foi geral e irrestrita. Os militares libertaram presos políticos e
conseguiram garantir a manutenção do sigilo de documentos incriminatórios.
Páginas 28-30
1. Quando Vargas se suicidou, em 1954, havia uma forte pressão do capital estrangeiro
contra sua política nacionalista, evidente no controle exclusivo da exploração do
petróleo pelo Estado. As suspeitas levantadas sobre o envolvimento de Vargas no
atentado da Rua Tonelero e o seu passado ditatorial contribuíram para a crise política
de seu governo, que, além do suicídio, foi marcado no final por uma tentativa de
golpe militar. No caso de Jânio Quadros, a Guerra Fria chegava à sua década mais
acirrada, e a aproximação do Brasil a Cuba e ao bloco socialista não foi aceita pelos
norte-americanos nem pela direita brasileira. Após a sua renúncia e o governo de seu
vice, João Goulart, os militares chegaram ao poder efetivamente.
2. O autor explica que a ascensão dos militares ao poder ocorreu em virtude de uma
ineficiência do Executivo em lidar com a estagnação econômica e com as
reivindicações das classes trabalhadoras.
3. a) As ditaduras militares latino-americanas eram regimes sustentados pela direita e
pela classe média dos países em que se instauraram. Os governos asseguravam um
regime de repressão ao avanço do socialismo, além de favorecer seus aliados
econômicos, e suas políticas de desenvolvimento nacionais eram elaboradas de modo
a privilegiar o capital estrangeiro.
b) Podemos citar, entre outros, a Argentina, o Chile, o Paraguai e o Uruguai.
4. Alternativa c. As medidas divulgadas pelo anúncio das Reformas de Base no governo
de Goulart e o passado do presidente ligado ao getulismo contribuíram para a
insatisfação das Forças Armadas com o rumo da política brasileira, o que alimentava
o forte desejo de intervir e afastar João Goulart da Presidência.
5. Alternativa d. A tortura não era oficializada pelas Forças Armadas e, durante a
ditadura, a morte e o desaparecimento das vítimas de perseguições e torturas eram
justificados como suicídio, briga ou simples desaparecimento.
Caderno do Aluno Volume 2
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1
SOBE E DESCE, COMPRA E VENDA
Páginas 3-4
Data: completar com o dia de observação do mercado.
Índice de pontos: refere-se ao desempenho em pontos da bolsa.
Variação (%): variação percentual do mercado em relação ao fechamento anterior.
1. Análise do terceiro item do quadro anterior.
2. Podem ser diversos os motivos para justificar a variação do mercado financeiro. Os
alunos precisam demonstrar interesse pelo assunto e domínio na habilidade de leitura
de textos.
3. Normalmente os alunos respondem que as ações são “partes” de uma companhia.
Essa resposta não está totalmente incorreta, pois, de fato, as ações correspondem a
frações do capital de uma empresa. Os investidores negociam as ações, ou seja, as
frações do capital de uma companhia na Bolsa de Valores, buscando obter lucro.
As ações
Páginas 4-6
()
Uma empresa que fabrica filmes fotográficos.
(x)
Uma empresa que fabrica câmeras digitais.
()
Uma empresa que anunciou grandes prejuízos no último mês.
()
Uma empresa que anunciou demissão de funcionários.
(x)
Uma empresa que comprou sua principal concorrente.
Páginas 6-7
A orientação para a realização desta atividade encontra-se no Caderno do Professor e
no próprio Caderno do Aluno, e os resultados vão variar de acordo com os dados
coletados. A realização é opcional, e depende do interesse dos alunos sobre o assunto
desta Situação de Aprendizagem. No entanto, aproveite a oportunidade da socialização
da pesquisa para comentar a lógica intrínseca do mercado de ações.
Páginas 7-9
1. Alternativa c.
2. O plano denominado New Deal era baseado no incentivo governamental para obras
públicas e geração de empregos, como também em uma maior participação do
Estado na economia.
3. A quebra da Bolsa de Valores está relacionada à desconfiança dos investidores diante
de incertezas quanto ao crescimento econômico, de indicadores negativos de
balanços de empresas ou de índices econômicos (como taxa de desemprego, queda
de vendas e de produção). A Crise de 1929 foi uma crise de superprodução, isto é,
uma crise gerada pelo excesso de produção, sem o devido escoamento, em
consequência dos baixos salários. Em parte, podemos explicar essa ocorrência pelo
fato de países europeus, em recuperação, diminuírem as importações dos produtos
estadunidenses. Também é preciso salientar que ações especulativas no mercado de
ações colaboraram para fragilizar o sistema financeiro e produtivo naquele momento.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
GUERRA CIVIL ESPANHOLA E ARTE
Página 10
Ao estruturar uma biografia, é importante que os estudantes pesquisem aspectos
essenciais a qualquer texto desse tipo, como lugar e data de nascimento e morte, origem
familiar, história pessoal e formação acadêmica, vida profissional, além de curiosidades
acerca da vida do biografado. No caso específico de Lorca, é necessário que os
estudantes evidenciem a importância de sua produção literária, sua participação política
e o papel desempenhado como artista no contexto da Guerra Civil Espanhola.
Páginas 11-13
1. a) Os alunos devem identificar que o texto abarca o período que vai dos anos 1930
aos anos 1970: nas décadas de 1930 e 1940, os acontecimentos históricos envolvem a
Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e, no Brasil, a Era Vargas; nos anos 1950 e
1960, o período de democratização do Brasil; e, com foco nos anos 1960 e 1970, a
ditadura militar brasileira.
b) É importante que os alunos identifiquem, como ideias centrais do texto, a
relação entre a Guerra Civil Espanhola e a arte, na figura de Federico García Lorca, e
as relações entre arte e história, marcadas pela produção de Lorca e pela escultura de
Flávio de Carvalho.
c) O texto cita: a dramaturgia e a poesia de Lorca; e a escultura Homenagem a
García Lorca, de Flávio de Carvalho.
2. Espera-se que os alunos reconheçam o vínculo com as ideias comunistas como o
principal motivo tanto para a morte de Lorca quanto para a quase destruição da
escultura. Os argumentos precisam considerar os contextos de perseguição e
repressão política descritos nos textos, seja à época da Guerra Civil na Espanha, seja
durante a ditadura militar no Brasil.
3. Os alunos precisam identificar, observando bem a imagem da escultura, a foice e o
martelo estilizados. Ambos os instrumentos de trabalho se tornaram símbolos do
comunismo na época da Revolução Russa de 1917, representando os trabalhadores
do campo, a foice, e os operários das cidades, o martelo.
4. Nesta atividade, o importante é promover e instigar o interesse dos alunos para
pesquisar artistas contemporâneos que utilizam a arte para problematizar e refletir
sobre temas sociais, ambientais e políticos. Os alunos podem buscar exemplos na
música, nas artes plásticas, no teatro ou no cinema. Podem solicitar o auxílio do
professor de Arte na indicação desses artistas para fazerem a pesquisa. Interessante
pensar em artistas que trabalham com intervenções urbanas e artes visuais.
Informações desses artistas podem ser conseguidas na internet.
Páginas 14-15
No Caderno do Aluno, encontram-se orientações para o desenvolvimento desta atividade.
Sugerimos que você faça as adequações que considerar necessárias, sem esquecer-se de que
essa é uma boa oportunidade para envolver professores de outras disciplinas.
Páginas 15-16
1. A Guerra Civil Espanhola revela uma intensa disputa ideológica na Espanha entre a
direita nazifascista e a esquerda socialista e comunista. No Brasil, durante o governo
de Getúlio Vargas, ocorreram disputas semelhantes entre a Ação Integralista
Brasileira (movimento de influência fascista) e a Aliança Nacional Libertadora
(movimento de influência socialista).
2. O grupo atuou durante as décadas de 1960 e 1970, no contexto da ditadura militar
brasileira (1964-1985), e era formado, principalmente, por estudantes de orientação
política de direita.
3. A violência dos dois regimes, a censura, a luta armada entre a esquerda e a direita e o
caráter ditatorial os aproximam.
Páginas 16-17
1. A Era Vargas (1930-1945) e, mais especificamente, o Estado Novo (1937-1945):
período de ditadura, marcado pelo embate entre a esquerda (Aliança Nacional
Libertadora) e a direita (Ação Integralista Brasileira), com destaque para o Levante
Comunista, em 1935.
2. A Era Vargas foi marcada por ondas de perseguição política, censura, prisões e
torturas, particularmente durante o Estado Novo, quando ações contra simpatizantes
da esquerda se intensificaram.
Páginas 17-18
Alternativa e.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
A GUERRA E O CINEMA
Páginas 18-19
1. Entre outros títulos, os alunos poderiam citar: O resgate do soldado Ryan, A lista de
Schindler, O pianista, A vida é bela etc.
2. Neste item, são poucas as opções, e as mais comuns são: Rapsódia em agosto, Filhos
de Hiroshima e O túmulo dos vagalumes. Os alunos terão dificuldades para
preencher este item; em muitos casos, ele permanecerá em branco.
3. A segunda lista foi preenchida com maior dificuldade. Entre as hipóteses que os
alunos podem levantar, destaque aquelas que façam referência ao predomínio dos
filmes norte-americanos, e de sua ideologia, no mercado cinematográfico.
Páginas 19-21
d) Estimule a escolha de um filme de fundo histórico.
e) Analise a habilidade dos alunos de identificar os pontos de vista dos realizadores do filme.
f) Analise a habilidade dos alunos de identificar os pontos de vista dos realizadores do filme.
g) A resposta desse item é subjetiva; comente as justificativas dos alunos.
h) Avalie o interesse dos alunos em buscar informações sobre o filme, como também a
qualidade e a diversidade dos comentários selecionados.
Páginas 21-22
1. Um filme é o resultado de um conjunto de escolhas, recortes e perspectivas por parte
dos seus realizadores (diretor, produtor, roteirista, atores), e essas escolhas acabam
por influir no resultado estético e ideológico do filme.
2. O texto sugere que se leve em conta a maneira como se aborda o tema, além da trama
e dos diálogos. É importante pensar no gênero cinematográfico no qual o filme se
enquadra e no aparato técnico e expressivo que ele mobiliza para se desenvolver
como narrativa.
3. Conforme o texto, um mesmo tema histórico pode ser representado de maneiras
diferentes em filmes diferentes, sob a influência de vários fatores, tais como a época
em que foi produzido, os valores ideológicos dos realizadores e os interesses
comerciais que o cercam.
Páginas 22-23
a) Os norte-americanos justificaram a utilização das bombas atômicas como uma
necessidade para terminar, de maneira definitiva, a Segunda Guerra Mundial. As
bombas chegaram a ser denominadas “Bombas da paz”.
b) A construção do armamento bélico atômico teve um papel fundamental no
desenvolvimento da diplomacia internacional e seu poderio serviu, durante a Guerra
Fria, e serve, atualmente, como instrumento de intimidação e demonstração de força
na geopolítica internacional.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
OLGA BENÁRIO E LUÍS CARLOS PRESTES: IDEOLOGIA E
ROMANCE
Páginas 24-29
1. Final da década de 1920.
a) Atuação de Olga no período: integrante do Komintern (Organização
Internacional Comunista), perseguida na Alemanha. Depois de várias ações
revolucionárias, refugiou-se na URSS; lá conheceu Luís Carlos Prestes. Ressalte aos
alunos a consolidação da URSS com a ascensão de Stalin ao poder.
b) Atuação de Prestes no período: entre 1924 e 1927, formou a Coluna Prestes e
percorreu o Brasil propagando a luta contra o poder oligárquico. Lembre-se de que o
Tenentismo, do qual Prestes fez parte, atuou contra a oligarquia, mas não possuía
influências socialistas marcantes.
c) Contexto econômico e político: no Brasil – ascensão da economia industrial
brasileira, declínio da cafeicultura e efeitos da Crise de 1929 em todos os setores,
agravando as dissidências oligárquicas; na Europa – contexto pós-Primeira Guerra
Mundial, crescimento econômico norte-americano e ascensão de movimentos
totalitários na Itália e na Alemanha.
2. Início da década de 1930.
a) Atuação de Olga no período: participava de congressos internacionais
socialistas, reuniões do Komintern e ações de espionagem.
b) Atuação de Prestes no período: não participou da Revolução de 1930, no
entanto, como tenentista, passou a participar e a defender ativamente o socialismo;
exilado em Moscou, foi considerado pelo Komintern uma figura estratégica para a
propagação do comunismo no Brasil.
c) Contexto econômico e político: no Brasil – início da “Era Vargas”, derrubada
das oligarquias cafeeiras, ascensão da política econômica intervencionista e planificada;
8
na Europa – fortalecimento dos regimes nazifascistas, recuperação econômica de
alguns países europeus, crescimento das tensões políticas e militares.
3. Aproximação do casal Olga Benário e Luís Carlos Prestes: o poder ditatorial de Vargas
no Brasil aproximou-os em uma missão secreta para promover uma revolução armada
capaz de derrubar o regime. Em 1934, disfarçados como se fossem um casal, viajaram
por diversos países do mundo para mascarar sua entrada no Brasil.
4. Atuação do casal no Brasil: organizaram a Intentona Comunista de 1935, fracassada
e desmantelada pela atuação da repressão varguista.
5. Separação do casal: foram presos durante uma ação da polícia em março de 1936.
Olga, grávida de Prestes, foi deportada para a Alemanha a pedido deste país, que
ainda não havia começado a Segunda Guerra.
6. Morte de Olga Benário: depois do nascimento de Anita, Olga foi transferida para
vários campos de concentração, até que, finalmente, em 1942, após a adoção da
política de “Solução Final da Questão Judaica”, Olga foi executada numa câmara de
gás no campo de Bernburg.
7. Atuação política de Luís Carlos Prestes após a morte de Olga: após a participação
brasileira na Segunda Guerra, contra o nazifascismo, Vargas buscou apagar a
imagem totalitária de seu governo, com a legalização das eleições, e Prestes
(lembremo-nos de que a URSS havia lutado ao lado do Brasil na Segunda Guerra)
foi libertado. Prestes apoiou Vargas, politicamente, nas eleições que o conduziram ao
poder em 1950, quando ele assumiu o Executivo, eleito uma única vez pelo voto nas
urnas. Vargas se suicidou em 1954.
8. Atuação de Anita Prestes (filha de Olga e Luís, nascida em uma prisão na Alemanha
nazista): Anita é professora aposentada da UFRJ e pesquisadora do Tenentismo e da
atuação política de seu pai. Durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985),
refugiou-se em Moscou; por sua atuação socialista, foi perseguida e chegou a ser
condenada, em julgamento à revelia, à prisão em 1973.
Páginas 29-30
Os alunos precisam utilizar os conhecimentos trabalhados no decorrer dessa Situação
de Aprendizagem para realizar esta atividade, que possui caráter de síntese.
Páginas 30-31
1. a) O argumento utilizado pelo governo varguista para justificar o golpe político-militar
que instalou o Estado Novo foi a suposta ameaça de um levante comunista, que,
denunciado pelo Alto-Comando do Exército, tornou-se conhecido como Plano Cohen
(na verdade, um plano falso elaborado pelo capitão Olímpio Mourão Filho).
b) O Estado Novo foi uma ditadura política com traços fascistas, marcada por
violenta repressão político-policial, censura severa e intensa propaganda nacionalista
coordenada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), além do culto à
personalidade de Vargas. No âmbito econômico, Vargas pôs em prática uma política
industrialista, nacionalista e estatizante, especialmente no setor de indústria de base
(Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Vale do Rio Doce, Fábrica Nacional
de Motores etc.).
2. Alternativa b.
SOBE E DESCE, COMPRA E VENDA
Páginas 3-4
Data: completar com o dia de observação do mercado.
Índice de pontos: refere-se ao desempenho em pontos da bolsa.
Variação (%): variação percentual do mercado em relação ao fechamento anterior.
1. Análise do terceiro item do quadro anterior.
2. Podem ser diversos os motivos para justificar a variação do mercado financeiro. Os
alunos precisam demonstrar interesse pelo assunto e domínio na habilidade de leitura
de textos.
3. Normalmente os alunos respondem que as ações são “partes” de uma companhia.
Essa resposta não está totalmente incorreta, pois, de fato, as ações correspondem a
frações do capital de uma empresa. Os investidores negociam as ações, ou seja, as
frações do capital de uma companhia na Bolsa de Valores, buscando obter lucro.
As ações
Páginas 4-6
()
Uma empresa que fabrica filmes fotográficos.
(x)
Uma empresa que fabrica câmeras digitais.
()
Uma empresa que anunciou grandes prejuízos no último mês.
()
Uma empresa que anunciou demissão de funcionários.
(x)
Uma empresa que comprou sua principal concorrente.
Páginas 6-7
A orientação para a realização desta atividade encontra-se no Caderno do Professor e
no próprio Caderno do Aluno, e os resultados vão variar de acordo com os dados
coletados. A realização é opcional, e depende do interesse dos alunos sobre o assunto
desta Situação de Aprendizagem. No entanto, aproveite a oportunidade da socialização
da pesquisa para comentar a lógica intrínseca do mercado de ações.
Páginas 7-9
1. Alternativa c.
2. O plano denominado New Deal era baseado no incentivo governamental para obras
públicas e geração de empregos, como também em uma maior participação do
Estado na economia.
3. A quebra da Bolsa de Valores está relacionada à desconfiança dos investidores diante
de incertezas quanto ao crescimento econômico, de indicadores negativos de
balanços de empresas ou de índices econômicos (como taxa de desemprego, queda
de vendas e de produção). A Crise de 1929 foi uma crise de superprodução, isto é,
uma crise gerada pelo excesso de produção, sem o devido escoamento, em
consequência dos baixos salários. Em parte, podemos explicar essa ocorrência pelo
fato de países europeus, em recuperação, diminuírem as importações dos produtos
estadunidenses. Também é preciso salientar que ações especulativas no mercado de
ações colaboraram para fragilizar o sistema financeiro e produtivo naquele momento.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2
GUERRA CIVIL ESPANHOLA E ARTE
Página 10
Ao estruturar uma biografia, é importante que os estudantes pesquisem aspectos
essenciais a qualquer texto desse tipo, como lugar e data de nascimento e morte, origem
familiar, história pessoal e formação acadêmica, vida profissional, além de curiosidades
acerca da vida do biografado. No caso específico de Lorca, é necessário que os
estudantes evidenciem a importância de sua produção literária, sua participação política
e o papel desempenhado como artista no contexto da Guerra Civil Espanhola.
Páginas 11-13
1. a) Os alunos devem identificar que o texto abarca o período que vai dos anos 1930
aos anos 1970: nas décadas de 1930 e 1940, os acontecimentos históricos envolvem a
Guerra Civil Espanhola (1936-1939) e, no Brasil, a Era Vargas; nos anos 1950 e
1960, o período de democratização do Brasil; e, com foco nos anos 1960 e 1970, a
ditadura militar brasileira.
b) É importante que os alunos identifiquem, como ideias centrais do texto, a
relação entre a Guerra Civil Espanhola e a arte, na figura de Federico García Lorca, e
as relações entre arte e história, marcadas pela produção de Lorca e pela escultura de
Flávio de Carvalho.
c) O texto cita: a dramaturgia e a poesia de Lorca; e a escultura Homenagem a
García Lorca, de Flávio de Carvalho.
2. Espera-se que os alunos reconheçam o vínculo com as ideias comunistas como o
principal motivo tanto para a morte de Lorca quanto para a quase destruição da
escultura. Os argumentos precisam considerar os contextos de perseguição e
repressão política descritos nos textos, seja à época da Guerra Civil na Espanha, seja
durante a ditadura militar no Brasil.
3. Os alunos precisam identificar, observando bem a imagem da escultura, a foice e o
martelo estilizados. Ambos os instrumentos de trabalho se tornaram símbolos do
comunismo na época da Revolução Russa de 1917, representando os trabalhadores
do campo, a foice, e os operários das cidades, o martelo.
4. Nesta atividade, o importante é promover e instigar o interesse dos alunos para
pesquisar artistas contemporâneos que utilizam a arte para problematizar e refletir
sobre temas sociais, ambientais e políticos. Os alunos podem buscar exemplos na
música, nas artes plásticas, no teatro ou no cinema. Podem solicitar o auxílio do
professor de Arte na indicação desses artistas para fazerem a pesquisa. Interessante
pensar em artistas que trabalham com intervenções urbanas e artes visuais.
Informações desses artistas podem ser conseguidas na internet.
Páginas 14-15
No Caderno do Aluno, encontram-se orientações para o desenvolvimento desta atividade.
Sugerimos que você faça as adequações que considerar necessárias, sem esquecer-se de que
essa é uma boa oportunidade para envolver professores de outras disciplinas.
Páginas 15-16
1. A Guerra Civil Espanhola revela uma intensa disputa ideológica na Espanha entre a
direita nazifascista e a esquerda socialista e comunista. No Brasil, durante o governo
de Getúlio Vargas, ocorreram disputas semelhantes entre a Ação Integralista
Brasileira (movimento de influência fascista) e a Aliança Nacional Libertadora
(movimento de influência socialista).
2. O grupo atuou durante as décadas de 1960 e 1970, no contexto da ditadura militar
brasileira (1964-1985), e era formado, principalmente, por estudantes de orientação
política de direita.
3. A violência dos dois regimes, a censura, a luta armada entre a esquerda e a direita e o
caráter ditatorial os aproximam.
Páginas 16-17
1. A Era Vargas (1930-1945) e, mais especificamente, o Estado Novo (1937-1945):
período de ditadura, marcado pelo embate entre a esquerda (Aliança Nacional
Libertadora) e a direita (Ação Integralista Brasileira), com destaque para o Levante
Comunista, em 1935.
2. A Era Vargas foi marcada por ondas de perseguição política, censura, prisões e
torturas, particularmente durante o Estado Novo, quando ações contra simpatizantes
da esquerda se intensificaram.
Páginas 17-18
Alternativa e.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3
A GUERRA E O CINEMA
Páginas 18-19
1. Entre outros títulos, os alunos poderiam citar: O resgate do soldado Ryan, A lista de
Schindler, O pianista, A vida é bela etc.
2. Neste item, são poucas as opções, e as mais comuns são: Rapsódia em agosto, Filhos
de Hiroshima e O túmulo dos vagalumes. Os alunos terão dificuldades para
preencher este item; em muitos casos, ele permanecerá em branco.
3. A segunda lista foi preenchida com maior dificuldade. Entre as hipóteses que os
alunos podem levantar, destaque aquelas que façam referência ao predomínio dos
filmes norte-americanos, e de sua ideologia, no mercado cinematográfico.
Páginas 19-21
d) Estimule a escolha de um filme de fundo histórico.
e) Analise a habilidade dos alunos de identificar os pontos de vista dos realizadores do filme.
f) Analise a habilidade dos alunos de identificar os pontos de vista dos realizadores do filme.
g) A resposta desse item é subjetiva; comente as justificativas dos alunos.
h) Avalie o interesse dos alunos em buscar informações sobre o filme, como também a
qualidade e a diversidade dos comentários selecionados.
Páginas 21-22
1. Um filme é o resultado de um conjunto de escolhas, recortes e perspectivas por parte
dos seus realizadores (diretor, produtor, roteirista, atores), e essas escolhas acabam
por influir no resultado estético e ideológico do filme.
2. O texto sugere que se leve em conta a maneira como se aborda o tema, além da trama
e dos diálogos. É importante pensar no gênero cinematográfico no qual o filme se
enquadra e no aparato técnico e expressivo que ele mobiliza para se desenvolver
como narrativa.
3. Conforme o texto, um mesmo tema histórico pode ser representado de maneiras
diferentes em filmes diferentes, sob a influência de vários fatores, tais como a época
em que foi produzido, os valores ideológicos dos realizadores e os interesses
comerciais que o cercam.
Páginas 22-23
a) Os norte-americanos justificaram a utilização das bombas atômicas como uma
necessidade para terminar, de maneira definitiva, a Segunda Guerra Mundial. As
bombas chegaram a ser denominadas “Bombas da paz”.
b) A construção do armamento bélico atômico teve um papel fundamental no
desenvolvimento da diplomacia internacional e seu poderio serviu, durante a Guerra
Fria, e serve, atualmente, como instrumento de intimidação e demonstração de força
na geopolítica internacional.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4
OLGA BENÁRIO E LUÍS CARLOS PRESTES: IDEOLOGIA E
ROMANCE
Páginas 24-29
1. Final da década de 1920.
a) Atuação de Olga no período: integrante do Komintern (Organização
Internacional Comunista), perseguida na Alemanha. Depois de várias ações
revolucionárias, refugiou-se na URSS; lá conheceu Luís Carlos Prestes. Ressalte aos
alunos a consolidação da URSS com a ascensão de Stalin ao poder.
b) Atuação de Prestes no período: entre 1924 e 1927, formou a Coluna Prestes e
percorreu o Brasil propagando a luta contra o poder oligárquico. Lembre-se de que o
Tenentismo, do qual Prestes fez parte, atuou contra a oligarquia, mas não possuía
influências socialistas marcantes.
c) Contexto econômico e político: no Brasil – ascensão da economia industrial
brasileira, declínio da cafeicultura e efeitos da Crise de 1929 em todos os setores,
agravando as dissidências oligárquicas; na Europa – contexto pós-Primeira Guerra
Mundial, crescimento econômico norte-americano e ascensão de movimentos
totalitários na Itália e na Alemanha.
2. Início da década de 1930.
a) Atuação de Olga no período: participava de congressos internacionais
socialistas, reuniões do Komintern e ações de espionagem.
b) Atuação de Prestes no período: não participou da Revolução de 1930, no
entanto, como tenentista, passou a participar e a defender ativamente o socialismo;
exilado em Moscou, foi considerado pelo Komintern uma figura estratégica para a
propagação do comunismo no Brasil.
c) Contexto econômico e político: no Brasil – início da “Era Vargas”, derrubada
das oligarquias cafeeiras, ascensão da política econômica intervencionista e planificada;
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na Europa – fortalecimento dos regimes nazifascistas, recuperação econômica de
alguns países europeus, crescimento das tensões políticas e militares.
3. Aproximação do casal Olga Benário e Luís Carlos Prestes: o poder ditatorial de Vargas
no Brasil aproximou-os em uma missão secreta para promover uma revolução armada
capaz de derrubar o regime. Em 1934, disfarçados como se fossem um casal, viajaram
por diversos países do mundo para mascarar sua entrada no Brasil.
4. Atuação do casal no Brasil: organizaram a Intentona Comunista de 1935, fracassada
e desmantelada pela atuação da repressão varguista.
5. Separação do casal: foram presos durante uma ação da polícia em março de 1936.
Olga, grávida de Prestes, foi deportada para a Alemanha a pedido deste país, que
ainda não havia começado a Segunda Guerra.
6. Morte de Olga Benário: depois do nascimento de Anita, Olga foi transferida para
vários campos de concentração, até que, finalmente, em 1942, após a adoção da
política de “Solução Final da Questão Judaica”, Olga foi executada numa câmara de
gás no campo de Bernburg.
7. Atuação política de Luís Carlos Prestes após a morte de Olga: após a participação
brasileira na Segunda Guerra, contra o nazifascismo, Vargas buscou apagar a
imagem totalitária de seu governo, com a legalização das eleições, e Prestes
(lembremo-nos de que a URSS havia lutado ao lado do Brasil na Segunda Guerra)
foi libertado. Prestes apoiou Vargas, politicamente, nas eleições que o conduziram ao
poder em 1950, quando ele assumiu o Executivo, eleito uma única vez pelo voto nas
urnas. Vargas se suicidou em 1954.
8. Atuação de Anita Prestes (filha de Olga e Luís, nascida em uma prisão na Alemanha
nazista): Anita é professora aposentada da UFRJ e pesquisadora do Tenentismo e da
atuação política de seu pai. Durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985),
refugiou-se em Moscou; por sua atuação socialista, foi perseguida e chegou a ser
condenada, em julgamento à revelia, à prisão em 1973.
Páginas 29-30
Os alunos precisam utilizar os conhecimentos trabalhados no decorrer dessa Situação
de Aprendizagem para realizar esta atividade, que possui caráter de síntese.
Páginas 30-31
1. a) O argumento utilizado pelo governo varguista para justificar o golpe político-militar
que instalou o Estado Novo foi a suposta ameaça de um levante comunista, que,
denunciado pelo Alto-Comando do Exército, tornou-se conhecido como Plano Cohen
(na verdade, um plano falso elaborado pelo capitão Olímpio Mourão Filho).
b) O Estado Novo foi uma ditadura política com traços fascistas, marcada por
violenta repressão político-policial, censura severa e intensa propaganda nacionalista
coordenada pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), além do culto à
personalidade de Vargas. No âmbito econômico, Vargas pôs em prática uma política
industrialista, nacionalista e estatizante, especialmente no setor de indústria de base
(Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Vale do Rio Doce, Fábrica Nacional
de Motores etc.).
2. Alternativa b.
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